A trajetória do economista e professor maranhense Edmilson Costa ganha um novo capítulo com a oficialização de sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB). Aos 76 anos, o atual secretário-geral da legenda assume a liderança da chapa nacional ao lado da militante Cleusa Santos, indicada para concorrer ao cargo de vice-presidente, consolidando uma parceria partidária que busca apresentar uma alternativa de esquerda nas urnas brasileiras.
Natural de Pedreiras, município localizado no interior do Maranhão, Costa trilhou um caminho acadêmico e profissional que une a comunicação e as ciências econômicas. Sua formação inicial ocorreu no Nordeste, onde se graduou em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Essa bagagem na comunicação social viria a se somar, anos mais tarde, a uma sólida carreira no campo da economia política. Na década de 1990, o candidato aprofundou seus estudos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), instituição paulista onde obteve o título de doutor. Sua tese de doutorado concentrou-se na análise da política salarial brasileira, um tema que reflete diretamente sua atuação na defesa dos direitos trabalhistas e na compreensão das dinâmicas de desigualdade no país.
Essa dedicação acadêmica sempre correu em paralelo com a atuação prática nos movimentos sociais e na política partidária organizada. A militância de Costa remonta à década de 1980, um período marcado pela redemocratização do Brasil e pela reorganização das forças de esquerda após os anos de regime militar. Ao longo de mais de quarenta anos de atuação contínua, ele se consolidou como uma das principais referências teóricas e organizativas do PCB, partido no qual hoje exerce a função de liderança máxima como secretário-geral.
Esta não é a primeira vez que o economista coloca seu nome à disposição do eleitorado em disputas de grande relevância no cenário nacional e regional. Em 2008, Costa liderou a chapa do PCB na disputa pela prefeitura de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, levando o debate sobre as contradições urbanas e a realidade da classe trabalhadora paulistana para o centro do debate municipal. Dois anos depois, nas eleições gerais de 2010, sua experiência foi requisitada para a composição da chapa presidencial, ocasião em que concorreu como candidato a vice-presidente da República na composição encabeçada por Ivan Pinheiro, então principal nome do partido.
Agora, ao encabeçar a chapa principal do PCB na corrida pelo Palácio do Planalto, Edmilson Costa retoma essa trajetória histórica de debates nacionais. O projeto político desenhado pelo partido conta com a retaguarda de Cleusa Santos, que traz para a vice-presidência a força da militância de base. Juntos, os dois nomes do PCB buscam reativar debates estruturais sobre a economia, a distribuição de renda e a organização dos trabalhadores, temas que acompanham a vida pública do candidato desde seus tempos de estudante no Maranhão e pesquisador na Unicamp.
