Brasília (DF) – O mercado farmacêutico brasileiro ganha um novo competidor para o controle da diabetes tipo 2 e da obesidade. A Anvisa autorizou nesta segunda-feira (24) o registro do segundo genérico de semaglutida sintética disponível no país, desta vez fabricado pela Germed Farmacêutica. A decisão foi formalizada no Diário Oficial da União, apenas uma semana após o órgão regulador conceder o mesmo sinal verde para a EMS, pioneira na produção local dessa alternativa.
A semaglutida, substância que ganhou notoriedade ao compor marcas como Ozempic e Wegovy, da dinamarquesa Novo Nordisk, atua no gerenciamento dos níveis de glicose. O tratamento, aplicado via caneta injetável, exige rigor técnico. A Anvisa mantém a obrigatoriedade da prescrição em duas vias: a farmácia retém a primeira, enquanto o paciente mantém a segunda, devidamente carimbada, para controle.
Diferente dos produtos de referência, a versão da Germed chega às prateleiras sem nome fantasia. A embalagem segue o rigor da legislação para genéricos: a icônica faixa amarela com o “G” em destaque e os dizeres explicativos. Além do visual, o cuidado com a logística é inegociável. A solução deve permanecer sob refrigeração constante, entre 2°C e 8°C, desde o estoque até o uso pelo paciente após a abertura.
Configurações e dosagens aprovadas
Para atender a diferentes protocolos médicos, o produto chega em quatro apresentações distintas. A opção de 1,5 ml foca nos estágios iniciais, acompanhada de seis agulhas. Já os pacientes em terapias de longa duração dispõem de volumes maiores: uma alternativa de 3 ml dividida em duas canetas de 1,5 ml, outra de 3 ml em uma única unidade destinada a quatro aplicações, e o formato de maior capacidade, com duas canetas de 3 ml cada, totalizando 6 ml de solução e oito agulhas.
A entrada desses fabricantes no mercado nacional altera a dinâmica de oferta para um medicamento que, nos últimos anos, enfrentou alta demanda e episódios de desabastecimento em diversas regiões. Com a concorrência dos genéricos, a expectativa é facilitar o acesso ao tratamento de uma condição que exige constância, sem abrir mão da segurança sanitária exigida para substâncias de alta complexidade clínica.
