A distribuição de smartphones de última geração para quem concluir cursos de empreendedorismo é uma das propostas mais chamativas do plano de governo de Leonardo Avalanche, candidato do PRTB à Presidência da República. O plano, que foca na reconstrução nacional, prevê que a verba publicitária da administração federal custeie os aparelhos e um ano de internet gratuita para os formandos. O objetivo declarado é transformar o celular em um instrumento de trabalho imediato para novos empreendedores.
Na economia, a principal aposta de Avalanche, que entrou na disputa eleitoral após a saída de Pablo Marçal, consiste em uma reformulação radical do sistema de tributos. A ideia central é extinguir dez taxas atuais — entre elas o ICMS, ISS, IPI, PIS, Cofins, além do Imposto de Renda (tanto de pessoas físicas quanto jurídicas) e a contribuição previdenciária patronal e do trabalhador. No lugar de toda essa estrutura, o candidato planeja instituir uma alíquota única de 3,5% sobre a produção e o consumo.
O setor de transportes também passaria por mudanças profundas. A proposta estipula um IPVA fixo de R$ 50 mensais para todos os carros de passeio, enquanto caminhoneiros ficariam totalmente isentos da taxa. Para quem trabalha com aplicativos de transporte, o programa prevê financiamento de veículos sem cobrança de impostos, criação de pontos físicos de descanso nas cidades e uma negociação direta com as empresas de tecnologia para limitar a comissão retida pelas plataformas a 3,5%.
Saúde e tecnologia integradas
Para o Sistema Único de Saúde (SUS), a meta estabelecida é a eliminação total das filas de espera. O plano desenha uma estratégia que combina mutirões de atendimento médico, ampliação da telemedicina e a contratação de leitos e serviços ociosos na rede hospitalar privada. O controle de insumos seria feito por um sistema de inteligência artificial encarregado de rastrear, em tempo real, os estoques de remédios em todos os postos e hospitais públicos do território nacional.
Essa mesma tecnologia de inteligência artificial seria aplicada nas salas de aula para individualizar o ritmo de aprendizado de alunos do ensino fundamental e médio. O currículo das escolas públicas passaria a priorizar noções financeiras e prática empreendedora, visando a inserção precoce no mercado de trabalho. Para apoiar essa transição, o programa “Meu Primeiro Emprego” prevê subsídios estatais para complementar os salários de jovens contratados em regime de treinamento.
A segurança pública ganharia um reforço tecnológico com o monitoramento biométrico e a criação de um sistema de segurança unificado, integrando câmeras e policiamento ostensivo. No campo social, o candidato desenha medidas rigorosas de proteção à infância e à mulher. O plano estabelece a fiscalização rigorosa de medidas protetivas contra a violência doméstica, a ampliação de abrigos e a criação de ferramentas cibernéticas de varredura ativa para identificar e remover de forma imediata conteúdos de abuso sexual infantil na internet, com punição financeira severa aos sites hospedeiros.
No desenvolvimento setorial, o documento defende a transformação do Brasil no principal polo tecnológico do planeta por meio de incentivos fiscais e do resgate de verbas para o CNPq e a Capes. O agronegócio e a indústria automobilística nacional receberiam incentivos de desoneração, com foco estratégico na cadeia de suprimentos de nióbio e terras raras. Por fim, o plano de governo prevê o monitoramento em tempo real de toda a extensão da Amazônia por meio de drones de vigilância para combater as frentes de garimpo e desmatamento ilegal.
