A consolidação de políticas públicas em andamento e o fortalecimento do papel do Estado em setores estratégicos são as bases do plano de governo apresentado por Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa presidencial. O documento detalha as prioridades do candidato do PT em um eventual novo mandato, combinando a continuidade de projetos em vigor com novas estruturas de gestão.
Uma das principais novidades administrativas propostas é a criação do Ministério da Segurança Pública. A pasta terá a missão de coordenar ações integradas com estados e municípios, buscando sufocar financeiramente milícias e facções criminosas. A iniciativa pretende dar fôlego ao Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano, reforçando o cerco ao tráfico de armas e o controle do sistema prisional.
Na área da saúde, o programa prevê a criação daquela que projeta ser a maior rede pública de diagnóstico e tratamento de câncer do mundo, com investimentos em terapias de ponta e novos medicamentos imunoterápicos. Outro ponto é a expansão do Farmácia Popular — programa que funciona desde 2004 —, que passará a ofertar exames laboratoriais gratuitos para acompanhar pacientes com diabetes e hipertensão arterial.
Desenvolvimento e economia
A agenda socioeconômica foca no aumento do poder de compra, com a promessa de manter a valorização real do salário mínimo, garantindo reajustes acima da inflação. O documento propõe também a isenção de impostos sobre os produtos da cesta básica. Para a indústria, o norte é a chamada neoindustrialização, com foco em inovação, inteligência artificial e a exploração de minerais críticos.
No ensino, o plano prevê a interiorização da rede de institutos federais de educação técnica e tecnológica, priorizando periferias urbanas e municípios desassistidos. Há ainda metas para a ampliação de creches e do ensino em tempo integral.
Combate à corrupção e soberania
O combate a desvios éticos será balizado pelo Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, com o uso de dados abertos e inteligência artificial para aprimorar o Portal da Transparência. No âmbito da soberania, o texto propõe equipar as Forças Armadas para a proteção de fronteiras e recursos naturais, além de reestruturar a Inteligência de Estado.
O serviço de inteligência deverá atuar sob comando estritamente civil e subordinado aos direitos fundamentais, vedado o uso político do órgão. Em termos diplomáticos, a prioridade máxima continuará sendo o fortalecimento do Mercosul para consolidar a integração política e econômica da América do Sul.
A divulgação das propostas faz parte do acompanhamento dos programas de governo dos candidatos à Presidência, apresentados em ordem alfabética até domingo (20). Nesta sexta-feira (18), estão sendo detalhadas as diretrizes de Flávio Bolsonaro, Hertz Dias, Leonardo Avalanche e Luiz Inácio Lula da Silva.
