Rio de Janeiro (RJ) – O relógio marcava 19h20 deste domingo (4) quando o cenário nas seções eleitorais fluminenses ainda revelava uma espera incomum. Mesmo com o encerramento oficial do pleito previsto para as 17h, um contingente de eleitores permanecia em filas, aguardando a oportunidade de exercer o voto para cargos em disputa.
A persistência das filas foi reconhecida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) durante a noite. O dado surge em um momento em que o processamento dos resultados já contabilizava a apuração de mais de 66% das urnas eletrônicas espalhadas pelo território estadual.
A dinâmica do processo de votação deste ano foi apontada como o principal fator para essa lentidão. Com seis candidatos diferentes para serem escolhidos na cabine, o tempo médio de permanência dos cidadãos diante da urna eletrônica subiu, o que gerou o acúmulo de pessoas em diversos pontos de votação ao longo do dia. O impacto foi sentido por uma parcela significativa dos 12,8 milhões de cidadãos aptos a participar do pleito no Rio de Janeiro.
Além da complexidade da escolha dos nomes, a logística técnica enfrentou contratempos pontuais. Até as 19h05, o monitoramento oficial indicava que 232 urnas eletrônicas apresentaram falhas que exigiram substituição imediata. Embora o número seja expressivo à primeira vista, ele representa apenas 0,55% do total de dispositivos instalados no estado, não sendo o suficiente, isoladamente, para justificar os atrasos observados em larga escala.
O registro dessas filas após as 19h reflete uma votação que testou a paciência de quem saiu de casa para votar. Enquanto as máquinas de apuração aceleravam o passo para consolidar o resultado, nas seções eleitorais a cena ainda era de espera, mantendo o clima de decisão horas depois do previsto pelo calendário eleitoral.
