São Luís (MA) – O cenário político do Maranhão foi definido neste domingo, dia 4 de outubro de 2026. Com 98,42% das urnas apuradas até as 21h17, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a eleição matemática de Eduardo Braide para o governo do estado. O representante do PSD alcançou 54,10% dos votos válidos, totalizando 2.074.520 sufrágios e superando a cláusula de barreira necessária para encerrar a disputa logo na primeira rodada.
A configuração final da votação deixou Orleans Brandão, do MDB, na segunda posição. O candidato somou 34,68% dos votos, o que corresponde a 1.329.874 eleitores. O terceiro posto ficou com Felipe Camarão, do PT, que obteve 9,59% da preferência do eleitorado maranhense.
A lista de votação seguiu com Roberto Rocha (PRTB), com 1,27%; André Luís (Missão), com 0,20%; Saulo Arcangeli (PSTU), com 0,12%; Reginaldo Lima (PCB), com 0,03%; e Dimas Cassimiro (PCO), que registrou 0,01% dos votos.
Pela legislação eleitoral brasileira, o pleito para cargos majoritários no executivo é decidido na primeira etapa caso um dos postulantes supere a barreira de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. A marca atingida por Braide torna desnecessário o segundo turno no Maranhão.
A ascensão de Eduardo Braide ao Palácio dos Leões coroa uma trajetória consolidada no serviço público. O político chega ao governo após exercer dois mandatos seguidos à frente da Prefeitura de São Luís, onde foi eleito inicialmente em 2020 e reconduzido ao cargo em 2024. Sua experiência anterior inclui passagens pelo Legislativo, tendo cumprido dois mandatos como deputado estadual e exercido a função de deputado federal.
Para se dedicar integralmente à campanha eleitoral deste ano, Braide renunciou ao cargo de prefeito da capital maranhense. O processo de escolha do novo governador ocorreu em um domingo movimentado, marcado também pelo voto para presidente da República, além das cadeiras em disputa para o Senado e as assembleias legislativas e Câmara dos Deputados.
