Brasília (DF) – O Brasil voltará às urnas no dia 25 de outubro de 2026 para selar o destino da cadeira presidencial. A confirmação do segundo turno ocorre após o encerramento da contagem dos votos do primeiro pleito, onde nem Flávio Bolsonaro (PL) nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superaram a marca de 50% dos votos válidos, patamar indispensável para uma vitória matemática imediata.
Flávio Bolsonaro liderou o processo com 47,03% da preferência do eleitorado, totalizando 56.103.033 votos. Logo atrás, Lula consolidou 45,16% das escolhas, o que equivale a 53.870.724 votos. A proximidade entre os dois nomes garante uma disputa intensa pelas semanas que antecedem o confronto final de domingo.
A definição dos chefes do Executivo estadual também foi arrastada para essa mesma data em seis estados e no Distrito Federal. O cenário local reflete a pulverização de votos observada na esfera federal, exigindo uma nova ida dos eleitores às seções eleitorais.
No Acre, o embate ficará entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). Já no Amazonas, a preferência do eleitorado foi dividida entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL). O Distrito Federal também vive a expectativa da decisão final entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).
No Espírito Santo, a corrida ao Palácio Anchieta teve contornos específicos: Lorenzo Pazolini (Republicanos) chegou perto do triunfo com 49,65% dos votos, mas terá de enfrentar Ricardo Ferraço (MDB), que garantiu 34,06% na apuração. O Rio de Janeiro terá o confronto entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), enquanto o Rio Grande do Norte decide entre Allyson (União) e Cadu de Lula (PT). Por fim, o Tocantins encaminhou a decisão para a disputa entre Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB).
A legislação eleitoral brasileira estabelece que a votação em dois turnos ocorre invariavelmente quando nenhum postulante atinge mais da metade dos votos válidos. Com a estrutura logística já montada pelo Tribunal Superior Eleitoral, os eleitores destas unidades da federação — e todos os votantes brasileiros no caso da presidência — encaram a decisão definitiva ao final do mês de outubro.
