O rastro de irregularidades deixado no primeiro turno das eleições, realizado neste último domingo (4), resultou em uma movimentação intensa das forças de segurança. Dados consolidados pela Polícia Federal na segunda-feira (5) revelam que a fiscalização culminou na abertura de 49 inquéritos e na lavratura de 100 termos circunstanciados de ocorrência. O cenário de fiscalização estendeu-se por 23 unidades da federação e pelo Distrito Federal, culminando na condução de 204 indivíduos às delegacias.
O foco das autoridades recaiu sobre o patrimônio envolvido em práticas ilícitas. Ao todo, R$ 2,85 milhões em bens foram retidos pelas equipes, sendo que R$ 520 mil desse montante foram localizados em espécie. Entre as infrações que lideram o volume de investigações estão a propaganda eleitoral realizada fora das normas e a corrupção, esta última concentrada em denúncias de compra de votos. É importante ressaltar que os valores divulgados são preliminares; eles ainda devem ser submetidos a processos internos de validação antes de serem oficializados como definitivos.
Um ano de fiscalização intensa
O balanço do domingo representa apenas a ponta de um iceberg construído ao longo dos últimos meses. Somente em 2026, a Polícia Federal já instaurou 1.337 inquéritos focados especificamente em crimes contra o processo eleitoral. A magnitude da repressão a esses delitos fica evidente ao analisar o histórico acumulado do ano: o valor total de bens apreendidos em operações supera a marca de R$ 47,5 milhões.
Desse volume expressivo de recursos retirados de circulação, a maior fatia é composta por dinheiro vivo — cerca de R$ 31 milhões em espécie foram interceptados pelas autoridades ao longo do ano. Os números consolidam o esforço das forças policiais em coibir o uso do poder econômico no pleito, mantendo o monitoramento constante sobre o fluxo de valores que buscam desequilibrar a disputa nas urnas.
