Neste domingo, dia 4, um contingente recorde de 158,7 milhões de brasileiros está apto a comparecer aos locais de votação em todo o território nacional. A escolha que se apresenta nas urnas definirá os ocupantes de cargos públicos com poder direto sobre decisões cotidianas em áreas cruciais, como saúde, educação, segurança pública, transporte, infraestrutura e economia.
As seções eleitorais abrem as portas às 8h e recebem os cidadãos até as 17h, seguindo o horário de Brasília. Caso as disputas para a Presidência da República ou para os governos estaduais não se resolvam nesta primeira etapa, os eleitores voltarão às urnas para o segundo turno no dia 25 de outubro.
Os cargos em disputa e a ordem de votação
Cada eleitor escolherá representantes para seis vagas distintas. O processo começa na cabine com o voto para deputado federal (quatro dígitos), seguido por deputado estadual ou distrital (cinco dígitos). Na sequência, vêm as duas escolhas para o Senado Federal (três dígitos cada uma), uma vez que duas cadeiras por estado estão em disputa neste pleito. Por fim, vota-se para governador (dois dígitos) e para presidente da República (dois dígitos).
Para agilizar o fluxo nas seções, a recomendação prática é levar os números dos candidatos anotados em um papel. O uso de telefones celulares na cabine permanece proibido. Antes de confirmar a escolha no botão verde, vale conferir atentamente a foto, o nome e o partido político exibidos na tela. Qualquer erro pode ser corrigido imediatamente pressionando a tecla “Corrige” antes da confirmação definitiva.
Radiografia do eleitorado e das candidaturas
Esta eleição mobiliza o maior corpo de eleitores da história do país. Desse total, 141.321.493 pessoas — o correspondente a 89,01% — já utilizam a identificação biométrica para votar. Entre os jovens que possuem o direito ao voto facultativo, os registros indicam 605,8 mil adolescentes de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de cidadãos com 17 anos aptos a participar.
Do outro lado da urna, a disputa é acirrada, com cerca de 21 mil pedidos de candidatura oficializados. Mais da metade desses candidatos concorre a vagas nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal — são aproximadamente 11,3 mil postulantes a deputado estadual e 433 a deputado distrital. Para a Câmara dos Deputados, o número de concorrentes chega a 7.803.
A consolidação de um direito histórico
A universalização do voto no Brasil é uma conquista recente. Durante décadas, parcelas significativas da população, como mulheres, analfabetos, indígenas e pessoas de baixa renda, foram impedidas de participar das decisões políticas. Restrições severas também marcaram o período da ditadura militar, com cassações de mandatos e eleições indiretas.
O restabelecimento do voto para analfabetos ocorreu apenas em 1985, e a consolidação dos direitos políticos amplos veio com a promulgação da Constituição de 1988. Garantir que esse processo transcorra de forma limpa e organizada mantém-se como a principal missão da estrutura eleitoral do país, assegurando o voto como a expressão máxima da cidadania.
