Marabá (PA) – A corrida eleitoral movimentou o sudeste do Pará e o centro de Porto Alegre nesta segunda-feira (19). O candidato Flávio Bolsonaro (PL) escolheu Marabá como palco para uma motociata, onde o tom central de seu discurso girou em torno da propriedade privada e da segurança pública. Diante de apoiadores, o postulante prometeu implementar uma ampla regularização fundiária no estado, embora não tenha detalhado os mecanismos técnicos para tirar a proposta do papel. O foco, contudo, ficou claro: remover entraves ambientais que, na visão do candidato, estariam travando a exploração produtiva de terras.
No mesmo evento, o discurso de Flávio Bolsonaro endureceu ao tratar do combate ao crime. Ele classificou o enfrentamento aos narcoterroristas como uma meta prioritária para um possível mandato, citando a castração química para estupradores como uma medida que pretende propor. O candidato seguiu para Manaus logo no início da tarde, onde cumpriu agenda com apoiadores na noite da mesma data.
Do outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou suas atenções no Rio Grande do Sul. O candidato à reeleição aproveitou uma entrevista ao SBT, gravada e exibida na noite de segunda-feira, para pautar o perdão de dívidas de Microempreendedores Individuais (MEIs). Segundo o petista, a medida abrange cerca de 3,6 milhões de trabalhadores e soma R$ 12,6 bilhões. O projeto em pauta também prevê elevar o teto de faturamento para 140 mil reais e autorizar a contratação de mais de um funcionário por empresa.
Além das pautas econômicas, o presidente defendeu o fim da escala de trabalho 6×1, sob o argumento de que a mudança permitirá um convívio familiar maior para o trabalhador. Em Porto Alegre, a mobilização ocorreu durante uma caminhada pelo centro, que partiu do Largo dos Açorianos, na divisa entre a Cidade Baixa e o Centro Histórico.
O clima da disputa, contudo, subiu de tom quando Lula desafiou abertamente seu adversário. O candidato afirmou que solicitará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quebra de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico, estendendo o pedido aos filhos. O objetivo, segundo o petista, é forçar uma resposta de Flávio Bolsonaro. “Eu quero que a Justiça investigue e depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é”, declarou. A movimentação marca uma nova etapa na polarização, com os candidatos buscando estratégias distintas para captar votos nas regiões Norte e Sul do país.
