Montevidéu, Uruguai – O cenário para a final da Libertadores deste ano ganhou contornos de revanche histórica. O Estudiantes superou o Flamengo na noite desta quinta-feira (22) e assegurou seu lugar na decisão contra o Palmeiras, agendada para 28 de novembro. A trajetória cruza dois momentos distintos: enquanto o Verdão persegue o tetracampeonato, o oponente argentino evoca a memória de 1968, quando frustrou o primeiro sonho alviverde em uma final continental.
O palco do embate será o estádio Centenário, em Montevidéu. O local guarda lembranças recentes para os brasileiros, visto que foi lá que o Palmeiras celebrou a taça em 2021, em uma noite decidida pelo gol de Deyverson após falha de Andreas Pereira — jogador que, ironicamente, hoje compõe o elenco palmeirense.
No Maracanã, sob os olhares de 70 mil espectadores, o Flamengo fracassou ao tentar confirmar a vaga em sua sexta final. Mesmo com a vantagem numérica durante boa parte do segundo tempo, o time rubro-negro não saiu do 0 a 0, repetindo o placar da ida em La Plata. O destino foi selado nas penalidades, com o placar de 3 a 2 para os visitantes. O goleiro Fernando Muslera tornou-se o protagonista ao defender as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique.
Do outro lado, o Palmeiras carimbou seu passaporte para a oitava decisão de sua história ao superar o Fluminense na última quarta-feira (21). Após vitória por 2 a 1 no Maracanã, a equipe paulista perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque, com gol de Hércules, levando a definição para os pênaltis. O arqueiro Carlos Miguel foi decisivo ao parar o chute de Nonato, garantindo o triunfo alviverde por 5 a 3.
A final em Montevidéu carrega um peso estatístico significativo para o futebol sul-americano. Brasil e Argentina estão atualmente empatados com 25 conquistas cada. O duelo do dia 28 de novembro isolará o país vencedor no topo do ranking histórico. Esta será a terceira vez em oito edições que a decisão não terá um confronto exclusivamente brasileiro, interrompendo a hegemonia que o país mantém desde 2019.
A disputa de 2026 reedita, enfim, o confronto de 58 anos atrás, quando o Estudiantes iniciou sua dinastia de quatro títulos, vencendo justamente o Palmeiras no mesmo estádio Centenário. Agora, o clube paulista busca inverter a lógica do passado para ampliar sua galeria de troféus continentais.
