Brasília (DF) – O funcionamento das seções eleitorais neste domingo (25) exigiu a substituição de 900 urnas eletrônicas nas primeiras quatro horas de votação. O balanço oficial, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), compreende o intervalo entre as 8h e o meio-dia, período em que o eleitorado brasileiro compareceu às urnas para o segundo turno do pleito.
Embora o número possa parecer expressivo isoladamente, ele representa apenas 0,18% do parque tecnológico total, composto por 499.248 equipamentos distribuídos pelo país. Para assegurar a continuidade da votação diante de eventuais problemas técnicos, o TSE mobilizou um contingente de 48.815 urnas de reserva estrategicamente alocadas.
A distribuição geográfica das trocas coloca São Paulo no topo da lista, com 163 ocorrências, seguido pelo Paraná, que contabilizou 103 casos. Na sequência, aparecem o Rio de Janeiro, com 95 registros, e Minas Gerais, com 75. Embora o TSE não tenha detalhado as razões específicas para cada falha, intervenções desse tipo são usualmente motivadas por questões operacionais corriqueiras em sistemas eletrônicos complexos.
Comparativamente, o cenário deste domingo demonstra uma estabilidade maior em relação à primeira etapa das eleições. No dia 4 de outubro, quando os brasileiros foram às urnas pela primeira vez, o número de equipamentos substituídos chegou a 1.904, superando significativamente a marca registrada até agora.
A legislação eleitoral estabelece um protocolo rigoroso de contingência. Caso um equipamento substituto também apresente defeito, a norma prevê a migração para a votação por cédulas de papel. Até o momento, essa medida extrema não foi acionada em nenhum ponto do território nacional, indicando que as equipes de suporte técnico têm contornado as instabilidades com eficácia.
Neste domingo decisivo, o país concentra um contingente de 158,7 milhões de eleitores aptos a exercer o voto para o cargo de presidente da República. Além da esfera federal, a votação segue em curso para o comando dos governos estaduais no Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.
