Brasília (DF) – O cenário das eleições deste domingo (25) soma, até o momento, 89 registros de crimes eleitorais em todo o território nacional. A contagem faz parte do monitoramento das operações de segurança deflagradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para garantir a normalidade do pleito no segundo turno.
A dinâmica das intervenções policiais indica a natureza das infrações. O registro oficial aponta nove prisões em flagrante, além da condução de 16 suspeitos às delegacias. Em outros 16 casos, houve a lavratura de termos circunstanciados de ocorrência. O balanço também contabiliza desdobramentos práticos na logística da votação, como o bloqueio de duas vias e a apreensão de dois veículos e de material de campanha utilizado de forma irregular.
Ao analisar a tipificação desses delitos, as autoridades observaram uma concentração em duas frentes principais. A violação ou a tentativa de violar o sigilo do voto responde por 19% dos episódios notificados. Logo atrás, a propaganda irregular soma 17% dos casos mapeados pelas equipes de fiscalização.
Monitoramento anual
O rigor na vigilância eleitoral não se restringiu ao dia da votação. Ao longo de todo o ano de 2026, a Polícia Federal (PF) manteve um foco contínuo sobre delitos relacionados ao processo democrático, resultando na abertura de mais de 1,6 mil inquéritos policiais. O volume de investigações reflete uma estrutura de fiscalização persistente, que buscou coibir ilícitos financeiros e estratégias de captação ilícita de recursos.
O impacto dessas ações na esfera patrimonial também chama a atenção. O acumulado das operações de 2026 resultou na apreensão de R$ 51,9 milhões em bens e valores variados. Desse montante total, R$ 31,7 milhões foram confiscados em espécie, reforçando o esforço concentrado no combate ao financiamento irregular de campanhas e outras práticas ilícitas que atravessaram o calendário eleitoral.
