Brasília (DF) – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, rebateu nesta quarta-feira (28) as alegações de fraude levantadas pelo senador Flávio Bolsonaro. Em declaração oficial, o magistrado sustentou que o processo eleitoral de 2026 seguiu rigorosamente os preceitos constitucionais e legais, ocorrendo dentro da absoluta normalidade.
A manifestação surgiu como resposta direta à carta publicada pelo candidato derrotado do PL, na qual ele questiona a integridade da votação. Nunes Marques enfatizou o papel dos servidores, mesários e forças de segurança, creditando a eficiência do pleito ao empenho coletivo desses agentes. Para o ministro, não há espaço para contestação da vontade expressa nas urnas. A Justiça Eleitoral, segundo ele, mantém o compromisso intransigente com a soberania do eleitorado, que legitimamente definiu seus representantes para o próximo ciclo administrativo.
O cenário político ganhou novos contornos logo após a derrota. Na terça-feira (27), Flávio Bolsonaro partiu para os Estados Unidos, após obter um visto concedido pela gestão de Donald Trump. A saída do senador do país coincidiu com uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, que ordenara a entrega de seus passaportes às autoridades brasileiras.
No embate decisivo ocorrido no último domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu a reeleição ao somar 64 milhões de votos. Seu oponente, Flávio Bolsonaro, encerrou a disputa com pouco mais de 59 milhões de sufrágios. Do universo de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar, o contingente que se dirigiu às urnas na extensão de horário — um incremento de duas horas no período de votação — somou apenas 34.393 votos, uma margem que, no cômputo geral, não alterou o desfecho das eleições.
O posicionamento da presidência do TSE encerra, no âmbito institucional, qualquer dúvida sobre a validade do processo. A estrutura jurídica do país permanece focada na transição, enquanto os desdobramentos sobre a saída do senador do território nacional seguem sob observação judicial.
