Conflito econômico entre território chinês e Estados Unidos coloca em evidência as nações que poderiam ganhar relevância na montagem do dispositivo móvel, ainda amplamente centralizada no continente asiático.
Com o território chinês ainda sendo responsável pela maior fatia da montagem de iPhones em escala global, o embate tarifário entre o país oriental e o governo norte-americano levanta dúvidas sobre se a Apple passará a direcionar investimentos para estruturas produtivas em outras regiões.
A sobretaxa imposta aos fabricantes da Ásia tende a elevar significativamente o custo de smartphones e outros eletrônicos trazidos de fora para os compradores dos EUA.
Dentro do pacote tributário implementado por Trump, o território brasileiro recebeu uma alíquota de 10% para a entrada de seus artigos nos Estados Unidos, enquanto a China foi penalizada com 125%, até o momento.
Os celulares da Apple comercializados no território nacional são montados em Jundiaí (interior paulista) pela companhia taiwanesa Foxconn, que executa a montagem dos dispositivos sob contrato com a gigante americana.
A operação brasileira teve início em 2011, e a Apple declara que essa linha de montagem atende exclusivamente ao consumo interno. Atualmente, são produzidas em solo brasileiro as gerações 14, 15 e 16 do iPhone. As versões Pro, com especificações mais avançadas, continuam sendo trazidas do exterior.
Questionada sobre a chance de exportar equipamentos montados no Brasil, a empresa de tecnologia preferiu não comentar suposições. Sobre uma possível ampliação da capacidade fabril, a companhia afirmou que não possui planos definidos.
A Apple também não revelou o quantitativo de unidades produzidas no município paulista, alegando que não compartilha estatísticas regionais.
O portal g1 tentou contato com a Foxconn, mas não obteve resposta. Na plataforma profissional LinkedIn, a divisão brasileira declara possuir entre 5 mil e 10 mil colaboradores. A fábrica não atua apenas na linha de iPhones, mas também presta serviços para outras companhias do setor tecnológico.
