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Economia

Brasil: Funcex assinala 50 anos e confirma priorizar “ciclo de afirmação internacional”

Última atualização: 17 de Março, 2026 9:54
Por
Erre Soares
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12 Min Leia
António Carlos da Silveira Pinheiro, presidente da Funcex. Foto: Agência Incomparáveis
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No dia em que celebra 50 anos, a Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais, com sede no Brasil, e liderada por António Carlos da Silveira Pinheiro, vive um momento simbólico. A entidade, que tem agora meio século de atividade, passa por um processo de consolidação institucional e de expansão internacional, reforçando o papel da Fundação como centro de produção técnica, formação especializada e articulação estratégica no campo do comércio exterior, com diversas parcerias estratégicas internacionais ativas.

Criada em 1976 com a missão de aproximar o setor público e o setor privado e apoiar a inserção internacional das empresas brasileiras, a Funcex tornou-se referência na produção de dados, estudos e indicadores económicos ligados ao comércio internacional. Ao longo das últimas décadas, a instituição participou em debates técnicos e contribuiu para a formulação de instrumentos centrais da política brasileira de comércio exterior, incluindo mecanismos de financiamento e promoção comercial.

Nos últimos anos, e já sob a presidência de António Carlos da Silveira Pinheiro, a Fundação tem ampliado a sua presença internacional, com destaque para a criação da Funcex Europa, em 2022, com escritórios em Portugal, e para iniciativas voltadas para a integração económica no espaço do Mercosul e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Este movimento procura posicionar a instituição como plataforma de inteligência económica e cooperação técnica entre a América do Sul, a União Europeia e os países lusófonos.

É neste contexto que a Agência Incomparáveis entrevistou o presidente da Funcex, realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos da instituição, na qual o responsável aborda o percurso histórico da Fundação, os desafios do comércio internacional num cenário marcado por transformações geopolíticas e tecnológicas e os projetos estruturantes previstos para a próxima década.

Ao completar 50 anos de existência, que balanço faz da evolução da Fundação desde 1976 até hoje, particularmente na sua capacidade de produzir conhecimento técnico e influenciar políticas públicas no comércio exterior brasileiro?

Ao completar 50 anos, o balanço que faço é de coerência institucional com capacidade de adaptação. A Fundação foi criada em 1976 com a missão de promover a interface entre o setor público e o setor privado, produzir estudos de política de comércio exterior e apoiar a inserção internacional das empresas brasileiras. Desde o início, estruturámos duas frentes permanentes, a produção e difusão de dados e indicadores de comércio exterior e a formação de quadros especializados. Esses dados tornaram-se referência para empresas e governo, e consolidaram a Fundação como organização de interesse público. Ao longo das décadas, participámos na formulação e recomposição de instrumentos centrais da política de comércio exterior, como financiamento, seguro de crédito, regimes aduaneiros especiais e análise tarifária, contribuindo tecnicamente para iniciativas como o BNDES Exim, o PROEX e a estruturação da Apex-Brasil. A capacidade de influenciar políticas públicas decorre dessa base técnica consistente e de uma atuação contínua junto aos decisores.

A Fundação tem acompanhado de perto as dinâmicas entre Mercosul e União Europeia, incluindo o acordo birregional. Que papel estratégico pode desempenhar a instituição na qualificação técnica das empresas e na adaptação às novas exigências regulatórias europeias?

O acordo entre Mercosul e União Europeia impõe um novo patamar de exigência regulatória e competitiva. A Fundação pode desempenhar um papel estratégico ao traduzir esse ambiente normativo em informação técnica aplicável às empresas. Atuamos com estudos, diagnósticos e sistemas de inteligência que identificam oportunidades e riscos, além de capacitação direcionada para temas como regras de origem, sustentabilidade, rastreabilidade e padrões técnicos europeus. A nossa presença institucional na Europa reforça essa capacidade de mediação técnica, permitindo apoiar empresas brasileiras na adaptação às exigências comunitárias e, ao mesmo tempo, facilitar o diálogo com operadores europeus interessados no mercado sul-americano.

No espaço da CPLP, onde coexistem economias com diferentes níveis de desenvolvimento e integração internacional, que iniciativas concretas a Fundação tem promovido ou pretende desenvolver para reforçar a cooperação técnica e a formação especializada em comércio exterior?

No espaço da CPLP, a Fundação tem atuado na construção de plataformas de cooperação económica e de inteligência comercial. A criação da Funcex Europa, com base em Portugal, abriu um eixo estruturante de articulação com países lusófonos. Desenvolvemos iniciativas como o ComexData CPLP, em parceria com a Confederação Empresarial da CPLP, com foco na partilha de dados e na identificação de oportunidades de negócio. Paralelamente, avançamos com a Academia de Comércio Exterior, concebida para formação técnica especializada, e com ações de capacitação orientadas à cultura exportadora como política de Estado. O objetivo é reduzir assimetrias técnicas e ampliar a integração produtiva entre economias lusófonas.

A expansão das operações e ações na Europa, através da Funcex Europa, representa um importante ciclo para a Fundação. Quando ocorreu? E de que forma avalia os avanços já alcançados nesse eixo e que oportunidades identifica para aprofundar a presença institucional junto de centros financeiros, portos estratégicos e hubs logísticos europeus?

A internacionalização institucional ocorreu em 2022, quando obtivemos autorização para criar a Funcex Europa, com escritórios em Lisboa e Cascais. Avalio esse movimento como estruturante. A unidade europeia passou a atuar como braço operacional para apoiar empresas brasileiras na entrada no mercado europeu e, simultaneamente, facilitar investimentos europeus no Brasil. Já estabelecemos parcerias estratégicas e desenvolvemos ações de promoção comercial e articulação institucional. Vejo oportunidades claras de aprofundar a presença junto de centros financeiros, portos estratégicos e hubs logísticos, ampliando missões empresariais, inteligência de mercado e cooperação com entidades públicas e privadas europeias.

Tendo em vista a experiência desde o Uruguai, como explica o trabalho e a importância da Funcex Mercosul neste momento?

A Funcex Mercosul integra o movimento de internacionalização da Fundação, com foco na integração regional e no acompanhamento do acordo União Europeia-Mercosul. A partir do eixo sul-americano, inclusive com articulações no Uruguai, buscamos qualificar o debate técnico sobre integração produtiva, cadeias de valor e harmonização regulatória. A importância neste momento decorre da necessidade de preparar empresas e instituições para um ambiente de maior abertura e de regras mais complexas, assegurando que o Mercosul atue de forma coordenada e tecnicamente estruturada.

No caso brasileiro, como se posiciona hoje a Fundação? Em que projetos estão envolvidos e qual posicionamento pretendem manter ou avançar?

No Brasil, mantemos o posicionamento como centro de inteligência, formação e articulação estratégica. Desenvolvemos sistemas próprios de informação e análise para apoiar a tomada de decisão empresarial e governamental. Atuamos na renovação editorial da Revista Brasileira de Comércio Exterior, lançámos a publicação Negócios Internacionais in Foco e estruturámos estudos regionais, como o mapeamento por município no Estado do Rio de Janeiro. Participámos de iniciativas de capacitação digital e comércio eletrónico internacional, além de manter articulação com organismos multilaterais e fóruns como o G20. Pretendemos avançar na integração entre dados, tecnologia e formação técnica especializada.

Sobre o acordo UE e Mercosul, em que nível poderá auxiliar a Funcex?

A Fundação pode auxiliar em nível técnico e estratégico. Atuamos na produção de estudos sobre impactos setoriais, regras de origem, exigências ambientais e oportunidades de diversificação de mercados. Podemos apoiar governos e empresas na interpretação das cláusulas do acordo e na construção de estratégias de inserção competitiva. O apoio envolve dados, capacitação e diálogo institucional, reduzindo assimetrias de informação e fortalecendo a preparação empresarial.

Num cenário global marcado por tensões geopolíticas, transição energética e digitalização do comércio, quais são hoje os principais desafios para as empresas brasileiras e lusófonas no comércio internacional, e como a Fundação pode apoiar esse processo com dados, estudos e capacitação?

Os principais desafios estão relacionados ao Custo Brasil, ao financiamento, à infraestrutura, à sustentabilidade e à adaptação tecnológica. A transição energética e as novas exigências ambientais impõem padrões mais rigorosos. A digitalização redefine cadeias logísticas e modelos de negócio. A Fundação apoia esse processo por meio de sistemas de inteligência, análise de competitividade em diferentes dimensões, estudos setoriais e programas de formação. O objetivo é oferecer base técnica sólida para decisões estratégicas num ambiente de reconfiguração geopolítica e económica.

Olhando para a próxima década, que projetos estruturantes estão em preparação no âmbito da Europa, da CPLP e do Mercosul, e de que forma a Fundação pretende posicionar-se como ponte técnica e estratégica entre América do Sul, África lusófona e União Europeia?

Para a próxima década, estamos a estruturar uma atuação mais distribuída em plataformas regionais. A consolidação da Funcex Europa é central nesse processo, assim como o fortalecimento da Funcex Mercosul e o desenvolvimento de frentes como Funcex Ásia e outras iniciativas temáticas, incluindo inovação e inteligência artificial aplicadas ao comércio exterior. A Academia de Comércio Exterior reforçará a formação técnica. Pretendemos posicionar a Fundação como ponte técnica entre América do Sul, África lusófona e União Europeia, articulando dados, capacitação e promoção comercial num modelo integrado de cooperação económica internacional.

Como pretende a Funcex assinalar os 50 anos da instituição?

Os 50 anos da Fundação representam um marco muito importante na sua trajetória. A data central das comemorações é, hoje, 12 de março, quando a Funcex assinala oficialmente o seu Jubileu de Ouro, celebrando cinco décadas de dedicação ao estudo e à promoção do comércio exterior. As celebrações começaram no dia 10 de março, em Brasília, com um primeiro momento de encontro e reflexão sobre o percurso da instituição e os desafios atuais do comércio internacional. Mais tarde, no dia 25 de março, será realizado um evento solene da Fundação, especialmente dedicado à comemoração dos 50 anos, reunindo parceiros institucionais, especialistas e representantes do setor público e privado. Neste sentido, mais do que recordar o passado, estas iniciativas pretendem também olhar para o futuro da Fundação, reforçando o seu papel no debate sobre comércio internacional e na construção de pontes entre o Brasil e outros parceiros globais.

Ígor Lopes

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