mas exigirá planejamento. Analistas consultados pelo portal g1 afirmam que empresários do gigante asiático já buscavam alternativas de inserção antes da imposição de tributos por parte da gestão de Donald Trump. O parque fabril interno demanda aportes financeiros, pois ainda não possui estrutura para rivalizar em aspectos tecnológicos e de rendimento. O embate fiscal entre a potência oriental e os Estados Unidos agitou fortemente os ambientes de especulação nas semanas recentes, mas as repercussões vão além das aplicações financeiras. As trocas internacionais também tendem a sofrer impacto.
Os encargos elevados aplicados pelos norte-americanos sobre a economia chinesa “apenas intensificam uma dinâmica previamente em curso: a exploração de novas possibilidades comerciais”, detalha Vitor Moura, idealizador da Lantau Business Answers, empresa de consultoria brasileira focada na articulação de empreendimentos entre território nacional e o mercado chinês, além de membro da rede Observa China. Com estrutura produtiva robusta e custos atrativos, os artigos fabricados na China sinalizam potencial para “dominar” economias emergentes como a brasileira.
Além de manter laços históricos de intercâmbio, os asiáticos direcionam interesse ao Brasil por conta de sua vasta extensão geográfica e pela expressiva necessidade de consumo de uma sociedade composta por mais de 200 milhões de indivíduos.
No entanto, para que essa conjuntura não represente um desafio ao desenvolvimento brasileiro, será imprescindível investir em preparação estratégica e implementar políticas de fomento à criatividade tecnológica, conforme destaca Jesse Guimarães, dirigente da Associação de Corporações Brasileiras na China voltada para Produção, Comércio Exterior e Inovação (Bracham).
Acompanhe a seguir as possibilidades envolvendo a conexão entre Brasil e China diante do novo cenário tributário promovido pelo governo Trump.
