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Educação

Como a Neurociência pode ajudar na Educação? Pesquisadora Brasileira revela segredos para facilitar o aprendizado 

Última atualização: 10 de Agosto, 2023 18:48
Por
Erre Soares
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4 Min Leia
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Você já imaginou uma forma revolucionária de aprender, onde a ciência se une à educação, desvendando os segredos do nosso cérebro e impulsionando a forma como absorvemos conhecimento? Pois bem, a Neuroeducação chegou para desafiar o status quo do ensino tradicional, trazendo avanços empolgantes e promissores. Um estudo de Patrícia Wenhwa Liu, brasileira graduada em Medicina Tradicional Chinesa, e Henry Oh, renomado chefe do Departamento de Saúde da Universidade Estadual de Idaho e chefe no Hospital de Idaho, EUA, mostra como colocar em prática a técnica.

De acordo com Patrícia, a Neuroeducação é uma verdadeira conexão entre a neurociência, psicologia e educação, alinhando nossos conhecimentos do cérebro e seu funcionamento a novas práticas educacionais, tornando o ensino mais significativo e eficaz. “Com os avanços tecnológicos e a compreensão aprofundada de como nossa mente opera, o ensino tem evoluído para considerar fatores essenciais como memória, emoções, comportamentos e até mesmo a linguagem corporal”, afirma a pesquisadora.

Mas o que exatamente essa revolução na educação revelou?

Para começar, Liu explica que a neurociência nos mostra que nosso cérebro precisa de estímulos constantes para se desenvolver de forma saudável, o que nos leva a uma abordagem interdisciplinar e integrada de aprendizado. E se você pensa que a aprendizagem passiva é a solução, pense novamente! A Neuroeducação nos mostra que uma abordagem ativa, com a participação dos alunos, estimula não só suas habilidades cognitivas, mas também suas habilidades sociais e emocionais, preparando-os para uma vida adulta mais completa.

Ela destaca que a neuroeducação trouxe à luz técnicas inovadoras que têm transformado a sala de aula. O ensino individualizado é uma delas, onde entendemos que cada aluno tem um ritmo e estilo de aprendizagem únicos, permitindo aos educadores adaptarem suas estratégias para atender às necessidades específicas de cada estudante, “Imagine transformar as atividades educacionais em jogos divertidos, capazes de motivar e engajar os alunos a aprenderem de maneira mais efetiva? É exatamente isso que a neuroeducação oportuniza, através da gamificação, tornando o processo de ensino-aprendizagem uma verdadeira aventura empolgante”, salienta Liu.

Além disso, a Neuroeducação comprova que a aprendizagem por repetição, embora uma das técnicas mais antigas, ainda é uma aliada poderosa para consolidar informações na memória de longo prazo e automatizar habilidades essenciais. “E não podemos esquecer do papel essencial do sono na consolidação da aprendizagem. Durante o sono, nosso cérebro trabalha incansavelmente para consolidar as informações aprendidas, permitindo uma retenção mais efetiva do conhecimento”, adiciona a especialista.

Ela ainda traz que os benefícios da Neuroeducação também abrangem o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. “Ao incentivar a prática de exercícios físicos e a aprendizagem social e emocional, estamos preparando nossos alunos para uma vida mais equilibrada e preparada para enfrentar desafios de forma mais resiliente”, acrescenta.

Ela finaliza que a medida que a ciência avança e a nossa compreensão do cérebro cresce, estamos construindo um caminho para uma educação mais eficiente, engajadora e preparada para as necessidades individuais de cada um de nós.

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