Tbilisi, Geórgia – O tatame montado em Tbilisi, na Geórgia, assistiu a um domínio brasileiro neste sábado (26). Durante o segundo dia do Mundial Paralímpico de Judô, o país acumulou sete novas medalhas, sendo três delas de ouro, elevando a contagem total para dez pódios na competição. O saldo, até o momento, é de três ouros, cinco pratas e dois bronzes, com o encerramento das atividades previsto para este domingo (27), quando ocorrem as lutas por equipes.
Alana Maldonado reafirmou sua soberania no cenário internacional. A paulista, que compete na classe J2 para atletas com baixa visão até 70 kg, superou a cazaque Ayala Mereke em um confronto decidido apenas no golden score. Com um wazari estratégico, a bicampeã paralímpica garantiu seu quarto título mundial da carreira.
O desempenho brasileiro seguiu firme com Arthur Silva. Na classe J1, destinada a atletas cegos, o potiguar confirmou o favoritismo na categoria até 95 kg ao derrotar o britânico Daniel Powell. O triunfo por um wazari consolidou seu bicampeonato consecutivo, somando-se à medalha de ouro que já havia conquistado nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 e no Mundial de Astana, no Cazaquistão, realizado no ano passado.
Quem também manteve a coroa foi Brenda Freitas. Pela classe J1, até 70 kg, a judoca não deu chances à chinesa Wang Wenjing. A final foi definida em menos de um minuto, com Brenda aplicando um ippon preciso que garantiu o lugar mais alto do pódio e a defesa bem-sucedida do título mundial alcançado em 2024.
O quadro de medalhas do Brasil neste sábado foi completado por quatro outros atletas. Milena Freitas (classe J1, acima de 70 kg) e Marcelo Casanova (classe J2, até 95 kg) ficaram com a prata. Já Rebeca Silva (classe J2, acima de 70 kg) e Felipe Amorim (classe J2, acima de 95 kg) subiram ao pódio para receber o bronze, consolidando uma participação expressiva da equipe brasileira no torneio georgiano.
