Wuhan, China – O ritmo acelerado das quadras chinesas não intimidou a brasileira Luisa Stefani. Apenas quatro dias após levantar o troféu no WTA 1000 de Pequim, a tenista retomou sua rotina competitiva nesta quinta-feira (15) para a estreia no torneio de Wuhan. Ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, a dupla — que figura como principal cabeça de chave da competição — superou a norte-americana Quinn Gleason e a norueguesa Ulrike Eikeri com parciais de 6/1 e 6/3.
O triunfo coloca a parceria diretamente nas quartas de final, com um novo desafio marcado para a 1h30 (horário de Brasília) desta sexta-feira (16). O próximo confronto será diante da dupla formada pela mexicana Giuliana Olmos e a estoniana Ingrid Neel.
A transição entre os torneios trouxe desafios específicos. Stefani observou mudanças sensíveis na dinâmica do jogo, citando bolas mais pesadas e uma condição de quadra consideravelmente mais lenta e úmida em comparação a Pequim. O início do segundo set, quando as adversárias abriram vantagem de 3 a 0, exigiu uma rápida reconfiguração mental. Para a brasileira, manter a calma foi o diferencial que permitiu a virada e a manutenção do controle na partida.
A busca pelo topo não é por acaso. Atualmente posicionadas como a segunda melhor dupla da temporada, Stefani e Dabrowski têm a chance real de alcançar a liderança do ranking caso conquistem o título em Wuhan. O currículo da temporada reforça o favoritismo: além do recente sucesso em Pequim, elas acumulam troféus no WTA 1000 de Dubai, no WTA 500 de Estrasburgo e nos WTAs 250 de Eastbourne e do SP Open.
Com o desempenho consistente ao longo de 2024, a dupla já garantiu sua participação no WTA Finals. A competição, que reúne as oito parcerias de elite do circuito, está agendada para ocorrer em Indian Wells, nos Estados Unidos, entre os dias 8 e 15 de novembro. Até lá, o foco total permanece na adaptação às condições exigentes das quadras de Wuhan.
