Brasília (DF) – O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, revelou na terça-feira (29) que a maior parte dos equipamentos eletrônicos — cerca de 90% do total — já se encontra pronta para o uso nas próximas eleições. O anúncio ocorreu durante a sessão de julgamentos da corte, momento em que o magistrado detalhou os gargalos operacionais que a Justiça Eleitoral precisa superar antes da abertura das urnas.
Levar o material técnico aos colégios eleitorais tornou-se uma missão complexa, pressionada por variáveis climáticas e desafios geográficos. Para tentar mitigar esses contratempos, o TSE instituiu uma sala de situação climática dedicada ao suporte dos tribunais regionais. O objetivo é antecipar gargalos e oferecer auxílio imediato caso o cenário meteorológico comprometa a integridade dos locais de votação.
No radar da presidência estão, principalmente, as dificuldades enfrentadas em áreas remotas do Norte brasileiro. A estiagem prolongada reduziu o nível de rios essenciais para o transporte. O ministro foi direto sobre a gravidade do cenário: se os cursos d’água permanecem secos, a logística comum falha. Nesses casos, o suporte das Forças Armadas torna-se indispensável para viabilizar a instalação das seções eleitorais em comunidades isoladas.
O Rio Grande do Sul também é monitorado de perto. As chuvas intensas que atingiram o estado podem obrigar a administração eleitoral a realizar mudanças de última hora nos locais designados para o voto. A estrutura está sendo adaptada para garantir que o eleitor tenha acesso ao processo, independentemente das adversidades causadas pelos fenômenos naturais.
A contagem regressiva termina no próximo domingo (4), data do primeiro turno. Mais de 158 milhões de brasileiros devem comparecer às urnas para eleger deputados federais, estaduais e distritais, além de senadores, governadores e o presidente da República. A expectativa é por uma jornada de mobilização nacional que testará, na prática, toda essa organização logística.
Caso nenhum dos postulantes aos cargos de governador ou presidente atinja a marca de 50% dos votos válidos — descontados brancos e nulos —, o processo seguirá para um segundo turno. A nova etapa já tem data marcada no calendário eleitoral: dia 25. Até lá, o foco do TSE permanece na estabilidade operacional e na garantia do direito ao voto para toda a população.
