O Senado aprovou a destinação de R$ 30 bilhões para a modernização das Forças Armadas, fora da meta fiscal, em um acordo articulado entre o Ministério da Defesa, a cúpula militar, o Palácio do Planalto e a oposição.
Os recursos serão distribuídos ao longo de seis anos — cerca de R$ 5 bilhões por ano — e devem financiar programas estratégicos como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro e a compra de novos caças Gripen.
A medida, no entanto, gerou desconforto na equipe econômica. Integrantes do Ministério da Fazenda defendiam que o aumento de gastos fosse condicionado ao apoio das Forças Armadas à reforma da Previdência dos militares, atualmente em discussão no Congresso.
Apesar da resistência, o acordo foi mantido, e os valores ficaram fora do teto da meta fiscal, o que, segundo técnicos da Fazenda, pode comprometer o esforço do governo para equilibrar as contas públicas.
