O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira, dia 11, a lei que estabelece o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. A data escolhida é 12 de março, uma referência ao falecimento da diarista Rosana Urbano, a primeira vítima fatal da pandemia no Brasil, que morreu em 2020 na cidade de São Paulo.
A pandemia do novo coronavírus marcou a história recente do Brasil como a maior crise sanitária já enfrentada. Entre 2020 e 2023, o país contabilizou mais de 700 mil mortes, além de enfrentar o colapso do sistema hospitalar em diversos momentos e deixar um rastro de sequelas físicas em pacientes, bem como milhares de crianças e jovens que perderam seus responsáveis.
O significado da data
Durante o evento no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou que a oficialização da data cumpre um papel de acolhimento ao sofrimento das famílias. Para o ministro, manter vivo o registro do que ocorreu é uma medida necessária para que a sociedade brasileira não permita a repetição de tamanha tragédia.
O deputado federal Pedro Uczai, autor do projeto, ilustrou a gravidade da situação ao mencionar o impacto direto na família de Rosana Urbano. Após a morte da diarista, outros três familiares, incluindo seus pais e um irmão, também perderam a vida em decorrência da doença, exemplificando a dor vivida por inúmeros lares brasileiros durante o período.
Críticas à gestão anterior
O presidente Lula aproveitou a ocasião para tecer críticas contundentes à forma como o governo de Jair Bolsonaro conduziu a crise sanitária. Segundo o petista, o país deveria ter centralizado as decisões em um comitê de especialistas, mas o que se observou foi a disseminação de desinformação por parte do Estado e de figuras públicas.
Lula mencionou a troca constante de ministros da Saúde e o apoio de profissionais da área a tratamentos sem comprovação científica. O presidente enfatizou o combate às notícias falsas que desencorajaram a vacinação, reforçando que a imunização foi o principal instrumento para o controle do vírus e a preservação de vidas.
Ações de conscientização
Como parte das iniciativas para marcar o período, o Ministério da Saúde iniciará uma exposição itinerante em diversas capitais brasileiras a partir desta semana. Além disso, o Centro Cultural do Ministério da Saúde, localizado no Rio de Janeiro, inaugurará uma mostra permanente sobre a pandemia, com previsão de abertura entre os meses de junho e julho.
