No território paulista, foram confirmadas diversas ocorrências de envenenamento. O chefe do Executivo estadual, Tarcísio, comunicou cinco óbitos relacionados ao metanol: um provocado pela ingestão de destilado adulterado e outros quatro ainda em análise. O titular da pasta da Justiça, Ricardo Lewandowski, declarou nesta terça-feira (30) que a Polícia Federal instaurou um inquérito para rastrear a procedência do metanol utilizado na adulteração de bebidas alcoólicas em São Paulo. De acordo com ele, existe a possibilidade de que essa cadeia de fornecimento também opere em outras unidades da federação.
Em São Paulo, já há pelo menos 22 episódios entre suspeitos e confirmados. O governador Tarcísio de Freitas reiterou cinco falecimentos vinculados ao uso de metanol: um já comprovado por líquido falsificado e outros quatro em averiguação.
O Ministério da Saúde assegurou que, até o momento, não há indícios de novos registros. A Polícia Federal acrescentou que não foi detectada nenhuma marca ou importação específica associada às ocorrências. Na segunda-feira, orientamos o dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, a instaurar um procedimento investigativo para identificar a origem dessa substância e a possível malha de fornecimento que, ao que tudo indica, ultrapassa os limites de apenas uma unidade federativa. Tudo leva a crer que existe repasse além do estado de São Paulo.
— Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça
