Fontes da administração avaliam que Trump não demonstra sinais de flexibilização e seus colaboradores não possuem margem para tratativas. Encargo adicional de 50% para itens nacionais já está em aplicação.
Apesar de interações de chefes de pasta com representantes norte-americanos, membros da gestão Lula não veem disposição concreta por parte dos Estados Unidos para revisar o aumento de tributos decretado pelo chefe de Estado Donald Trump. Também há a percepção de que os EUA possam impor novas restrições contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com fontes da administração, o Brasil está aberto ao diálogo, mas considera ilusória, neste momento, qualquer expectativa de progresso tangível. Pesa a constatação de que sequer existe uma tratativa efetiva em andamento, mesmo com as iniciativas do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos titulares Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Fernando Haddad (Fazenda).
No Executivo, entende-se que os assessores de Trump não têm liberdade para deliberações que envolvam concessões por parte do dirigente norte-americano. Trump mantém a condução direta das diretrizes sobre a disputa comercial em desenvolvimento com múltiplas nações.
