O governo federal liberou um crédito de R$ 305 milhões para ações de proteção e defesa civil em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Sul, estados que enfrentam destruição e milhares de desabrigados após as intensas chuvas registradas desde o último fim de semana. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, esteve em campo nesta segunda-feira para vistoriar os locais mais afetados e coordenar as medidas de assistência humanitária e o restabelecimento dos serviços básicos.
Situação crítica em Pernambuco
Pernambuco contabiliza pelo menos 27 municípios em situação de emergência, com maior impacto na Região Metropolitana e na Zona da Mata. O balanço atual aponta seis mortes, quase 5 mil desalojados e mais de 2,3 mil pessoas desabrigadas. Diante do cenário, as aulas presenciais nas universidades Estadual de Pernambuco, Federal de Pernambuco e Federal Rural foram suspensas nesta terça-feira. O reconhecimento federal já abrange 22 cidades, agilizando o repasse de verbas, sendo que R$ 275 milhões serão aplicados exclusivamente em obras de drenagem e contenção de encostas no Recife.
Impactos na Paraíba e alerta meteorológico
Na Paraíba, o temporal atingiu 21 municípios e afetou cerca de 16 mil pessoas. O estado registra duas mortes, além de centenas de desabrigados e mais de 2,2 mil desalojados. O governo federal já reconheceu a situação de emergência em Santa Rita e Bayeux. Enquanto as equipes de resgate atuam nas áreas afetadas, a preocupação aumenta com a previsão do tempo, já que o litoral leste do Nordeste segue sob risco de acumulados pluviométricos que podem ultrapassar os 80 milímetros.
Previsão de continuidade das tempestades
O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu um alerta laranja de perigo, que permanece vigente até a noite desta terça-feira. A expectativa é de que as chuvas intensas afetem mais de 400 cidades, em uma faixa que se estende do Amazonas até o litoral do Rio Grande do Norte. A Defesa Civil recomenda atenção redobrada nas áreas de risco, mantendo o monitoramento constante para evitar novos danos em regiões vulneráveis do Norte e do Nordeste brasileiro.
