Brasília (DF) – O domingo (25) consolidou um novo patamar numérico para o sistema eleitoral brasileiro. Ao encerrar a contagem do segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu a marca de 64.256.232 votos. O resultado não apenas garantiu sua permanência no Palácio do Planalto, como também fixou o recorde de maior votação já recebida por um candidato ao cargo de presidente na história do país.
Este volume supera o desempenho anterior do próprio petista, que em 2022 contabilizou 60.345.999 votos ao derrotar Jair Bolsonaro. A trajetória de Lula em termos absolutos é ascendente, refletindo, em parte, a expansão do colégio eleitoral brasileiro. Enquanto em 1989 o contingente de eleitores girava em torno de 82 milhões, o alcance atingiu mais de 158 milhões de pessoas aptas a votar no pleito de 2026.
A cronologia das votações nominais
Desde a redemocratização, dez eleições presidenciais foram realizadas. O ranking histórico por número de votos mostra o predomínio de Lula, que ocupa quatro das cinco primeiras posições. Depois do atual presidente, aparecem nomes como Jair Bolsonaro, com 57.797.847 votos em 2018, e Dilma Rousseff, que obteve 55.752.529 em 2010 e 54.501.118 em 2014. Fernando Henrique Cardoso (35.936.916 em 1998) e Fernando Collor (35.090.206 em 1989) completam o espectro das votações anteriores, sendo que os pleitos de 1994 e 1998 foram os únicos decididos em primeiro turno.
Proporção e desempenho
Apesar do recorde nominal, o cenário muda quando o foco recai sobre o percentual de votos válidos — o peso real da preferência do eleitorado. Sob esse critério, a vitória mais expressiva do petista permanece sendo a de 2002, quando conquistou 61,27% dos votos contra José Serra (PSDB). Em 2026, Lula alcançou 51,79%, um índice superior ao registrado em sua vitória de 2022, que foi de 50,90%.
Abaixo de 2002, o ranking de percentuais destaca a reeleição de Lula em 2006 (60,83%), seguida por Dilma Rousseff em 2010 (56,05%) e Jair Bolsonaro em 2018 (55,13%). O novo mandato do presidente reeleito tem início marcado para o dia 5 de janeiro de 2027.
