“Com a aprovação em declínio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca implementar novas normas no Imposto de Renda (IR) que podem beneficiar milhões de cidadãos e afetar uma minoria da população.
Ele espera que as alterações sejam aprovadas pelo Congresso e entrem em vigor em 2026, ano das eleições presidenciais, quando Lula poderá concorrer à reeleição.
Na terça-feira (18/3), o governo sugeriu elevar a carga tributária sobre os mais abastados (com rendimentos mensais superiores a R$50mil)para isentar do IR aqueles que recebem ate R$50mil) para isentar do IR aqueles que recebem ateˊR$ 5 mil. A proposta também prevê reduções no IR para quem ganha entre R$5mil e R$5mil e R $7 mil.”
De acordo com o governo, o projeto enviado ao Congresso aumentaria os tributos para 141 mil pessoas com rendimentos elevados, estabelecendo uma taxa mínima para os mais ricos e incluindo a cobrança sobre a transferência de dividendos para o exterior (parcela dos lucros que as companhias repassam aos acionistas)
Por outro lado, a proposta isentaria 10 milhões de brasileiros do Imposto de Renda, aumentando o número de contribuintes livres de tributação para 26 milhões (65% do total).
O objetivo é que o balanço das medidas seja neutro para as finanças públicas, sem aumentar ou diminuir a receita. Isso significa que os novos tributos sobre os mais ricos devem cobrir a estimativa de perda de R$ 25,8 bilhões em 2026, devido à redução do IR para a classe média.
A administração de Lula está confiante na aprovação, já que a medida é popular, mas o Congresso pode modificar o projeto, e espera-se resistência dos grupos mais abastados. Quem apoia a isenção argumenta que a tabela do Imposto de Renda está desatualizada em relação à inflação há anos, fazendo com que os contribuintes paguem mais tributos.
Já os críticos classificam a proposta como ‘eleitoreira’ e questionam seu efeito neutro no equilíbrio fiscal. Economistas também advertem que a redução de impostos para a classe média pode impulsionar o consumo no país, com possíveis efeitos sobre a inflação e os juros.
