A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Sem Refino, cumprindo 17 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos da ação está o ex-governador fluminense Cláudio Castro, que teve seu apartamento na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital carioca, vasculhado por agentes durante cerca de duas horas.
Foco em fraudes e ocultação de bens
A investigação apura a conduta de um grupo empresarial do setor de combustíveis que teria utilizado estruturas societárias e financeiras sofisticadas para esconder patrimônio e movimentar recursos ilegalmente para o exterior. As autoridades buscam provas de eventuais fraudes fiscais e inconsistências operacionais vinculadas a uma refinaria que pertence ao grupo sob suspeita.
Medidas cautelares e bloqueio de ativos
Além das buscas e apreensões de dispositivos eletrônicos e documentos, a Justiça determinou o afastamento de sete pessoas de suas funções públicas. O impacto financeiro da decisão é expressivo, com o bloqueio de aproximadamente 52 bilhões de reais em ativos financeiros dos envolvidos. A ordem judicial também incluiu a suspensão das atividades econômicas das empresas citadas nas investigações.
Contexto da investigação
Esta diligência faz parte de um conjunto de apurações da Polícia Federal conduzidas sob o escopo da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental das favelas. O objetivo central é desarticular conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
Questionada sobre o episódio, a defesa de Cláudio Castro, representada pelo advogado Carlo Luchione, afirmou que não possui conhecimento sobre a fundamentação jurídica que motivou a decisão do ministro Alexandre de Moraes para a realização da busca e apreensão.
