Brasília (DF) – O relógio corre contra os candidatos que disputam o segundo turno das Eleições de 2026. A partir das 22h deste sábado (24), o país entra em um período de silêncio regulamentado, encerrando de forma definitiva qualquer tipo de propaganda de rua ou manifestação sonora voltada à captação de votos.
Restrições sonoras, panfletagem e uso de inteligência artificial
Até o limite do horário estabelecido, a legislação ainda permite atos externos, mas a virada da noite impõe um freio rigoroso. Ficam terminantemente proibidos os alto-falantes e amplificadores de som, a entrega de panfletos e outros materiais gráficos, além de passeatas, caminhadas, carreatas ou veículos de som veiculando jingles e mensagens políticas.
Há também uma trava digital importante. O conteúdo gerado ou manipulado por inteligência artificial — ou tecnologias equivalentes — que faça uso da voz, imagem ou manifestação de candidatos e figuras públicas não pode ser publicado nem republicado. Essa proibição se estende até 24 horas após o encerramento da votação.
A programação oficial de sábado prevê apenas a veiculação de informes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Justiça Eleitoral dispõe de até dez minutos diários nas emissoras de rádio e televisão para divulgar orientações e boletins aos eleitores, tempo que pode ser compartilhado com os tribunais regionais eleitorais.
A etapa decisiva deste fim de semana encerra uma sequência de prazos que se esgotaram ao longo dos últimos dias. Na quinta-feira (22), encerrou-se a permissão para a realização de comícios e a circulação de anúncios pagos ou impulsionados na internet. Já na sexta-feira (23), saíram do ar as inserções do horário gratuito no rádio e na TV, além de ter sido o limite para a realização de debates e veiculação de anúncios impressos na imprensa escrita.
Votação no domingo e dinâmica nas urnas
Neste domingo (25), as seções eleitorais recebem o público das 8h às 17h para definir a escolha do próximo presidente da República. A votação, no entanto, ganha uma camada extra de atenção em algumas partes do país.
No Distrito Federal e em mais cinco estados — Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins —, a população também vai decidir quem assume o governo estadual. Nesses locais, a urna eletrônica exige uma sequência específica: o cidadão vota primeiro para governador e, em seguida, para presidente.
A lógica muda em seis municípios brasileiros onde ocorrem eleições suplementares para a prefeitura. Nesses locais específicos, a ordem se inverte, exigindo o voto inicial para presidente e o subsequente para prefeito.
Cuidados na cabine
Para evitar imprevistos na hora de votar, a orientação é checar antecipadamente o local de votação por meio do aplicativo e-Título ou na página do TSE. O eleitor pode levar uma anotação em papel — a tradicional colinha — com os números de seus candidatos.
Vale lembrar que aparelhos celulares continuam estritamente proibidos dentro da cabine de votação, devendo ser mantidos fora do alcance do eleitor no momento de digitar os votos.
