Rio de Janeiro (RJ) – O amanhecer deste domingo (4) foi marcado pela presença de cidadãos em frente aos locais de votação no Rio de Janeiro. Antes mesmo que as portas das seções fossem abertas, filas já se formavam em diversos pontos da capital, antecipando o movimento de um contingente total de 12,86 milhões de eleitores esperados em todo o território fluminense.
Na Escola Municipal Madri, situada em Vila Isabel, na zona norte da cidade, Paulo Dias marcou presença às 6h. A escolha pelo horário matutino não foi ao acaso: ele precisava cumprir seu turno de trabalho ainda hoje. Para o eleitor, comparecer às urnas logo cedo é um exercício de cidadania que precisa ser priorizado, independentemente dos compromissos profissionais que o esperam horas depois.
Pouco depois, às 6h30, Noêmia Cidrack Ventura ocupou seu lugar na fila. O ritual de chegar cedo já faz parte de sua rotina eleitoral. A intenção, segundo ela, é otimizar o tempo e garantir que o dever cívico não interfira no descanso ou nas tarefas domésticas do restante do domingo. “Prefiro ser uma das primeiras a votar para depois aproveitar o dia. Saindo daqui, compro um pãozinho e vou para casa tomar meu café”, comentou, reforçando que a escolha dos representantes que conduzirão o governo é uma responsabilidade da qual não abre mão.
Entre os que buscavam a agilidade das primeiras horas, estava Tereza Rosauro da Silva, de 71 anos. Embora a legislação eleitoral brasileira desobrigue o voto para pessoas nessa faixa etária, a aposentada mantém o hábito de comparecer às urnas com regularidade.
O gesto de Tereza carrega uma expectativa que vai além do registro do voto. Ao enfrentar a fila logo cedo, ela projeta no processo democrático uma possibilidade de transformação. “Tenho que tentar confiar que haja um futuro melhor. Tenho netos, filhas. Tenho esperança de que as coisas possam mudar”, afirmou. A disposição de Tereza e dos demais eleitores logo no início do dia reflete o peso que a escolha nas urnas representa para diferentes gerações no estado.
