São Paulo (SP) – O trabalho técnico para o pleito de 25 de outubro começou na quarta-feira (14), com o início da preparação das mais de 114 mil urnas eletrônicas que serão distribuídas por todo o estado de São Paulo. A capital paulista, sozinha, concentra uma operação logística que envolve 28 mil máquinas. O pontapé inicial foi dado em uma cerimônia pública na 1ª Zona Eleitoral, situada no centro da cidade, responsável pela configuração de 505 aparelhos para atender 449 seções.
A quantidade de equipamentos supera o número total de seções eleitorais como uma medida preventiva. O objetivo é garantir que, caso ocorra qualquer falha técnica durante o dia da votação, a substituição seja imediata e não interrompa o exercício do voto. O cronograma estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) prevê a conclusão de todo esse processo até o dia 23 de outubro.
Diferente da etapa anterior, a preparação agora ganha agilidade. Erick Viana, chefe de cartório da 1ª Zona Eleitoral, detalha que o procedimento é simplificado pela reprogramação do sistema. Como a estrutura básica do ambiente de votação já está carregada, a equipe foca em ajustar o software para processar apenas a disputa presidencial, que contará com apenas dois nomes nas telas.
O fluxo operacional segue uma lógica rigorosa. Primeiro, ocorrem a geração das mídias — dispositivos de armazenamento de dados — e a transferência dessas informações para as urnas. Após a carga, os equipamentos passam por testes de funcionamento. Somente após a aprovação é que as urnas são lacradas, recebendo identificações precisas do município, local de votação e seção.
Todo esse material é então armazenado em caixas seladas, com assinaturas de juízes, promotores e representantes partidários. A distribuição definitiva para os locais de votação ocorre apenas na véspera do pleito, impedindo o uso antecipado dos sistemas. Em 25 de outubro, o eleitor paulista irá às urnas exclusivamente para votar para presidente da República, dado que o governador Tarcísio de Freitas garantiu sua reeleição ainda no primeiro turno.
O presidente do TRE-SP, José Antonio Encinas Manfré, projeta um cenário de maior celeridade. Embora o primeiro turno tenha transcorrido de forma considerada satisfatória, episódios climáticos adversos, como tempestades e ventanias, forçaram ajustes logísticos e estenderam o horário de votação em algumas seções onde filas se formaram após as 17h. A expectativa é que, com apenas uma categoria de cargo em disputa, o fluxo de votantes seja mais fluido e o processo encerre sem novos imprevistos.
