Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou nesta quinta-feira (20) a divisão do tempo destinado ao horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão. O período de veiculação começa no dia 28 de agosto e se estende até 1º de outubro, antecipando o primeiro turno do pleito, marcado para 4 de outubro.
A configuração do tempo de antena reflete diretamente o peso das representações na Câmara dos Deputados. Com a maior aliança formada, a coligação Brasil Pronto para Mais, encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), garantiu o maior espaço: 5 minutos e 31 segundos diários. O montante é reflexo da união entre o PSB, PDT, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação PSOL/Rede, somando uma força de 127 parlamentares.
Na sequência, Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a eleição sem coligações, terá 4 minutos e 20 segundos por dia, baseando-se em seus 98 deputados. O candidato do PSD, Ronaldo Caiado, contará com 2 minutos e 2 segundos, enquanto Augusto Cury (Avante) terá 35 segundos diários de exposição.
Além do tempo fixo, o TSE também estabeleceu o volume de inserções — aquelas chamadas rápidas que interrompem a grade normal das emissoras. O PT lidera com 433 inserções no total, seguido pelo PL com 339. O PSD aparece com 159, enquanto o Avante terá 47 inserções ao longo do período.
A ordem de exibição no primeiro dia de programa foi definida por sorteio. O Avante abrirá a sequência, seguido pelas campanhas do PSD, PL e, por fim, pela coligação liderada pelo PT. A partir daí, o cronograma seguirá um sistema de rodízio para garantir equilíbrio entre os presidenciáveis.
Vale notar que nem todos os postulantes ao Planalto terão acesso ao rádio e à TV. Candidatos cujos partidos não atingiram as cláusulas de desempenho — que exigem um mínimo de 13 deputados ou uma votação expressiva de 2,5% dos votos válidos para a Câmara em âmbito nacional, ou 1,5% distribuídos em ao menos um terço das unidades da federação — ficaram de fora da grade.
O cenário das eleições, que envolvem a escolha de presidente, governadores, senadores e parlamentares, caminha para a votação de outubro. Caso nenhum dos nomes para o Executivo atinja a marca de 50% mais um dos votos válidos, excluindo-se brancos e nulos, o eleitorado será convocado novamente às urnas em 25 de outubro para o segundo turno.
