São Paulo (SP) – O volume de chuva registrado na madrugada deste domingo não impediu o funcionamento das seções eleitorais em São Paulo. Pelo menos é o que garante o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), José Antonio Encinas Manfré. Segundo ele, o fluxo de eleitores e o sistema de votação operam dentro da normalidade esperada para o segundo turno no estado.
Ao falar com a imprensa no final desta manhã, Manfré destacou o baixo índice de incidentes graves. Até o momento, o cenário contabiliza apenas duas ocorrências relevantes. Em Itapevi, o alagamento de uma unidade escolar forçou a mudança do local de votação para garantir o acesso do público. Já em Valinhos, o registro envolveu uma questão de ordem legal: um eleitor acabou conduzido à delegacia por portar e utilizar um aparelho celular dentro da cabine — prática estritamente vedada pela legislação vigente.
A logística de suporte técnico também parece sob controle. Conforme o balanço das 11h, o estado precisou substituir 114 urnas eletrônicas que apresentaram falhas. A capital responde por 32 desses equipamentos. Para a autoridade máxima do tribunal, o volume de trocas é considerado baixo e não compromete a integridade do processo democrático.
A estrutura montada para este segundo turno envolve um contingente de 114.605 urnas eletrônicas distribuídas por todo o território paulista. Esse montante inclui um estoque estratégico de equipamentos de contingência, prontos para serem acionados caso haja qualquer interrupção técnica no funcionamento das máquinas principais ao longo do dia.
Apesar da instabilidade meteorológica, a avaliação oficial permanece otimista quanto à fluidez das seções. O sistema segue monitorando as áreas afetadas pela chuva, mas não há indícios de que o clima possa causar novos deslocamentos de seções ou prejuízos ao cronograma da eleição.
