Brasília (DF) – Uma fiscalização sanitária revelou o que parecia ser um comércio de suplementos, mas escondia uma irregularidade grave. A Anvisa ordenou a apreensão imediata de todos os itens fabricados e comercializados pela empresa PSM Pennaforte Produtos Naturais, proibindo rigorosamente qualquer atividade envolvendo esses produtos.
O caso veio à tona após uma verificação conduzida pela vigilância sanitária em Marataízes, no Espírito Santo. Ao checarem o local registrado nos dados da companhia, os fiscais encontraram apenas uma residência. Não havia ali vestígio de linhas de produção, depósitos ou qualquer estrutura mínima exigida por lei para que uma empresa do ramo alimentício operasse.
Diante da ausência de um estabelecimento comercial real, a agência estabeleceu restrições severas. O comunicado oficial é direto: fica proibida a fabricação, a importação, a distribuição, a comercialização e até o uso de qualquer mercadoria que carregue o nome da marca. A medida visa conter riscos sanitários, uma vez que a origem e as condições de produção dos suplementos permanecem desconhecidas.
A falta de transparência sobre o processo de fabricação torna impossível atestar a segurança do que era oferecido ao consumidor. Sem um endereço físico compatível com as normas vigentes, a empresa não consegue comprovar a procedência ou a qualidade dos componentes utilizados em seus suplementos.
Até o fechamento desta reportagem, a PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda não foi localizada para comentar a decisão. O canal permanece aberto caso os responsáveis desejem se manifestar sobre as acusações e a proibição imposta pela agência reguladora.
