Brasília (DF) – Médicos formados no exterior que não alcançaram a pontuação necessária na segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) 2025/2 têm um intervalo restrito para tentar reverter o cenário. Desde a última quarta-feira (29), o sistema oficial disponibilizou o canal para o envio de recursos contra o resultado preliminar, liberado na terça-feira (28). A janela de contestação encerra impreterivelmente na sexta-feira (31).
Todo o trâmite é realizado via Sistema Revalida. Para acessar a plataforma, os profissionais devem utilizar o login único da conta Gov.br. No mesmo ambiente, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também disponibilizou as versões definitivas do Padrão Esperado de Procedimentos (PEP). Este documento detalha os critérios de avaliação das dez estações da prova prática, consolidando-se como o gabarito oficial após a análise das contestações feitas às versões preliminares.
O cronograma do exame estabelece que a resposta definitiva sobre esses recursos, acompanhada do resultado final desta segunda etapa, será publicada em 4 de setembro. Somente após essa divulgação é que os aprovados receberão as instruções sobre como proceder com a indicação da universidade parceira que irá conduzir a revalidação do diploma.
O Revalida funciona como um filtro técnico. O objetivo é assegurar que o médico formado fora do país possua competências, habilidades e conhecimentos alinhados às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos princípios da medicina praticada no Brasil. O exame, que não possui natureza de concurso público nem atua como registro profissional, divide-se em duas fases: a teórica e a prática.
Ao ser aprovado no processo, o médico atesta que sua formação é equivalente à exigida pelas universidades brasileiras. A revalidação efetiva do diploma é então processada pelas instituições de ensino superior públicas que aderiram ao programa. O rigor da avaliação reflete as exigências contidas na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, cobrindo cenários que vão desde a atenção primária e ambulatorial até os atendimentos de urgência, emergência e comunitária.
