A Organização Mundial da Saúde confirmou que seis pessoas foram infectadas por hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, elevando para oito o número total de notificações relacionadas ao surto na embarcação. Até o momento, a doença causou três mortes, o que representa uma taxa de letalidade de 38% entre os casos registrados.
Trajetória e medidas de contenção
A embarcação partiu da Argentina com destino a Cabo Verde e atualmente navega rumo às Ilhas Canárias, onde será realizado o desembarque dos viajantes. O cruzeiro contava com 147 passageiros no início do surto, sendo que 34 pessoas já foram retiradas do navio. O atendimento médico segue espalhado pelo globo, com quatro pacientes internados em hospitais localizados na África do Sul, na Holanda e na Suíça.
Transmissão e monitoramento
Especialistas da OMS esclarecem que o hantavírus requer contato extremamente próximo para ser transmitido, ocorrendo principalmente por meio da exposição direta a saliva ou secreções respiratórias. O quadro clínico inicial costuma apresentar febre e dores corporais, evoluindo em casos graves para exaustão física extrema e dificuldades respiratórias severas.
A entidade avalia que o risco para a população em geral permanece baixo, embora considere a situação moderada para os tripulantes e passageiros que estiveram no navio. O monitoramento permanece rigoroso, já que a longa janela de incubação do vírus pode resultar no surgimento de novos diagnósticos nos próximos dias.
