O Tabloide BrasilO Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Notificação Mostre mais
Resizer fonteAa
O Tabloide BrasilO Tabloide Brasil
Resizer fonteAa
  • Sociedade
  • Saúde
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
  • Colunas
  • Tech
Search
  • Sociedade
    • Natureza
    • Economia
    • Nacional
    • Política
    • Segurança
    • Turismo
  • Saúde
    • Ciência
  • Esportes
  • Justiça
  • Mundo
  • Cultura
    • Artes
    • História
    • Literatura
  • Colunas
    • Bem Estar
    • Esporte
    • Jurídico
    • Negócios
  • Tech
    • Internet
Siga-NOS
Brasil demanda novas diretrizes estratégicas para a instalação de polos de data centers
Tech

Consumo de 300 megawatts por data centers força debate sobre soberania energética no Brasil

Última atualização: 29 de Julho, 2026 13:28
Por
Erre Soares
Compartilhar
4 Min Leia
📷 Divulgação/Gov.Br
Compartilhar

Niterói (RJ) – A chegada massiva de data centers ao território brasileiro coloca o país diante de uma encruzilhada estratégica. Durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Niterói, especialistas ponderaram que a expansão dessas estruturas não pode ser conduzida apenas pela lógica da oportunidade imediata. O debate, realizado nesta segunda-feira (27), sinalizou que o Brasil carece de um planejamento que ultrapasse a simples recepção desses investimentos.

Mauro Oliveira, docente do Instituto Federal do Ceará (IFCE), traçou um paralelo crítico. O risco, segundo ele, é que o Brasil replique um modelo histórico de exploração de recursos naturais, cedendo espaço e energia em troca de pouco ou nenhum avanço tecnológico interno. A questão central, para o pesquisador, é a ausência de negociação formalizada. Sem exigências de contrapartidas, o país perde a chance de transformar o alto consumo de seus recursos em desenvolvimento nacional efetivo.

O impacto do consumo energético serve como termômetro da urgência desse debate. Oliveira destacou o caso de um projeto de inteligência artificial previsto para o Ceará, que deve demandar 300 megawatts de potência. Tal volume de energia seria suficiente para abastecer milhões de residências. O docente questiona a viabilidade desse arranjo em um cenário global onde a produção energética já é insuficiente para sustentar a voracidade da infraestrutura de dados moderna.

Para mitigar esses efeitos, a solução passa pela inclusão da academia no processo decisório. Universidades, governo e sociedade civil precisam, na visão do pesquisador, estabelecer mecanismos de auditoria permanente. Não se trata de uma postura antitecnológica, mas de uma reivindicação pela soberania digital e pelo controle rigoroso da infraestrutura de processamento que se instala no solo brasileiro.

A lente da justiça ambiental complementa essa análise. Dan Levy, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), expandiu o escopo das preocupações para além do binômio água e eletricidade. A instalação de grandes centros traz consigo pressões sobre o território, riscos de poluição sonora, conflitos com comunidades locais e o agravamento das desigualdades sociais nas regiões afetadas.

Levy defende que a transição digital seja indissociável da agenda ecológica. O pesquisador alerta para a ascensão do que denomina colonialismo digital: um movimento onde nações do Sul Global servem como fornecedoras de energia e espaço territorial para manter a infraestrutura de gigantes da tecnologia situadas no Norte Global. Para o professor, a população impactada deveria deter poder de decisão, e não apenas suportar os custos invisíveis do avanço tecnológico.

O veredito dos pesquisadores é claro: o desenvolvimento não é o inimigo, mas a forma como ele é estruturado define o custo real para a sociedade. A falta de critérios de sustentabilidade e transparência hoje pode se transformar em um ônus complexo para as próximas gerações, consolidando um papel periférico na economia global de dados.

MARCADOdata centersInfraestruturasoberania digitalSustentabilidadeTecnologia
Compartilhe este artigo
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Reddit Telegram Email Cópia de Link
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Últimas Notícias

Copa Davis retorna ao Rio de Janeiro com início da venda de ingressos para duelo com Suíça
Crise habitacional em Portugal mobiliza ocupações e desafia governo de Lisboa
Internacional
Banco do Brasil restabelece serviços digitais após período de instabilidade nesta terça-feira
Banco do Brasil restabelece serviços digitais após período de instabilidade nesta terça-feira
Economia
Lourdes González lidera ranking de gols no Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas
Lourdes González lidera ranking de gols no Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas
Esportes
Cabaceiras inaugura Memorial do Cangaço em prédio histórico da antiga cadeia pública
Cadastro eleitoral volta a receber pedidos de regularização e novos títulos em todo o país
Justiça
- Advertisement -
Ad image

Você pode gostar também!

Brincos combatem mosca-dos-chifres com eficiência, indicam tomadores de decisão de fazendas

4 Min Leia

Geração smartphone: como criar fotos profissionais usando apenas o celular

3 Min Leia

Governo britânico e Ministério Público de São Paulo anunciam parceria para combater pirataria digital

4 Min Leia

“Inteligência Artificial põe em xeque noções de realidade”, diz especialista

4 Min Leia
O Tabloide Brasil
  • Política Privacidade
  • Termos e Condições
Contato: Telefone: +351 919 895 989 – +55 21 93618-0070
© 2018 - 2026. Todos os diretos reservados. Proibida a reprodução.
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?