Um navio de cruzeiro que enfrenta um surto de hantavírus iniciou seu deslocamento rumo às Ilhas Canárias nesta quinta-feira, dia 7, após permanecer quatro dias ancorado próximo à costa do Senegal, em Cabo Verde. A embarcação transporta pouco mais de 140 pessoas, que permanecem sob monitoramento rigoroso das autoridades de saúde.
A situação sanitária a bordo
A Organização Mundial da Saúde confirmou, durante coletiva realizada nesta quinta-feira, que cinco dos oito casos suspeitos de infecção foram validados. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, afirmou que o risco para a saúde pública é considerado baixo, embora tenha alertado para a possibilidade de surgimento de novos infectados devido ao longo período de incubação do vírus. Até o momento, o surto resultou em três mortes, envolvendo um casal holandês e um cidadão alemão.
Protocolos de segurança e isolamento
Os passageiros estão mantidos em isolamento em suas cabines para evitar a propagação da doença, que é habitualmente transmitida pelo contato com roedores, mas que possui potencial de contágio entre humanos. Na quarta-feira, três indivíduos que apresentaram sintomas foram removidos da embarcação para receber atendimento médico especializado. Autoridades sanitárias também localizaram todos os passageiros que desembarcaram na ilha de Santa Helena, no Oceano Atlântico Sul, em 24 de abril, para realizar o acompanhamento necessário.
Logística de chegada
O governo da Espanha conduz reuniões emergenciais com os países envolvidos e com as autoridades locais das Ilhas Canárias para definir os protocolos de desembarque. A escolha pelo porto de Tenerife, que atende uma região com pouco mais de 2 milhões de habitantes, deve-se às características técnicas da infraestrutura portuária. O objetivo central das negociações é assegurar que a transferência dos passageiros ocorra sem riscos para os pacientes ou para a população da comunidade autônoma espanhola.
A expectativa é que o navio alcance o arquipélago das Ilhas Canárias durante o próximo fim de semana. Enquanto a embarcação segue seu trajeto, o restante dos ocupantes a bordo continua assintomático, sob vigilância constante das equipes médicas que acompanham o caso desde o início da crise sanitária.
