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Ciência

Brasil terá medicamento para Covid-19

Última atualização: 8 de Setembro, 2021 21:09
Por
Raphael Lucca
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4 Min Leia
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira o pedido para uso emergencial de uma medicação voltada para pacientes com Covid-19, o sotrovimabe. A solicitação foi apresentada pela fabricante desta medicação, a GlaxoSmithKline Brasil, em julho deste ano. O remédio será destinado a pacientes com casos leves e moderados da doença, mas que apresentem alto risco de progressão da Covid-19.

Segundo a Anvisa, os fatores de risco são idade avançada, obesidade, doença cardiovascular, incluindo hipertensão, doença pulmonar crônica. Além de asma, diabete, doença renal crônica, incluindo aqueles em diálise, doença hepática crônica e imunossuprimido.

Vale lembrar que o tratamento só pode ser iniciado em pessoas a partir de 12 anos e com no mínimo 40 kg. Mas atenção, o uso será feito em dose única e deve começar em até 5 dias desde o início dos sintomas. E sua aplicação será restrita a hospitais. Outro detalhe importante é que a medicação não será recomendada para pessoas que necessitem da suplementação de oxigênio. De acordo com a Anvisa, a razão é que ele pode estar associado a piora no desfecho clínico quando o paciente estiver nessa situação.

Para a relatora do pedido de uso emergencial do medicamento, Meiruze de Sousa Freitas, o fármaco consiste em tratamento com anticorpo monoclonal que previne a entrada viral na célula e, consequentemente, a infecção: “É um anticorpo monoclonal feito em laboratório que imita a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus. Ele atua contra a proteína spike do Sars-Cov-2 e é projetado para bloquear a ligação do vírus e a sua entrada nas células humanas.”

Já o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, destacou que os estudos clínicos apresentaram uma redução do risco de progressão da doença em 79% dos casos: “É um resultado que tem uma relevância importante. Um dado e um desfecho significativo em termo de estudo clínico que mostra o desempenho favorável na redução do risco de hospitalização e morte”.

No entanto, eles lembraram que ainda há incertezas se o medicamento será eficaz frente às novas variantes do vírus. Uma boa notícia é que no estudo in vitro não foram apresentados perda de eficácia. Ainda assim, a Anvisa recomenda que o uso em mulheres grávidas deve ser feito com cautela, uma vez que há dados limitados do uso do produto nessa população.

Com este, a Anvisa já aprovou cinco tratamentos contra a Covid-19ç O primeiro deles foi o uso do Remdesivir, que obteve registro na agência em março. O outro é o Regen-cov, o qual consiste em uma associação de anticorpos monoclonais, aprovada para uso emergencial. No último mês de maio, foi aprovado o uso emergencial do medicamento desenvolvido pela empresa Eli Lilly. Este é feito com uma combinação dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe. No mês passadp. a agência autorizou o registro do medicamento regdanvimabe, da empresa Celltrion Healthcare. Ele é indicado para tratamento leve e moderado em adultos que não necessitam de suplementação do oxigênio, mas apresentam alto risco de progressão da Covid-19.

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