Por 6 votos a 5, em uma disputa acirrada com o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), candidato da oposição. Por acordo entre os parlamentares, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do pedido de criação da CPI, assumirá a relatoria dos trabalhos.
Com a vitória de Contarato, Mourão foi escolhido, por aclamação, vice-presidente da comissão. A instalação da CPI ocorre em um contexto de forte disputa política entre governo e oposição pelo protagonismo nas discussões sobre segurança pública, tema que tem ganhado destaque diante da crescente influência das organizações criminosas no país.
Em seu discurso após ser eleito, Contarato enfatizou que o combate ao crime precisa ser firme, mas também humano e estruturado, destacando a importância de políticas públicas que atuem nas causas da violência:
“Que fique claro: eu não apoio a barbárie, não apoio ações violentas ou desumanas. Mas também não podemos, de dentro de nossas casas seguras, bem alimentados e distantes das balas, romantizar a vida de quem precisa seguir as leis de criminosos para se manter vivo.”
O senador acrescentou que o enfrentamento ao crime organizado deve ser contínuo e progressivo, e não baseado em ações pontuais. Segundo ele, o Estado precisa retomar o controle dos territórios, oferecendo emprego, oportunidades e segurança às comunidades.
Após sua eleição, Contarato também prestou homenagens aos policiais mortos durante uma operação na Zona Norte do Rio de Janeiro. A CPI fez um minuto de silêncio em memória dos agentes, por proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A CPI do Crime Organizado tem como objetivo investigar a atuação de facções criminosas em todo o território nacional, com foco na cooperação entre estados e União, além de propor reformas legislativas para fortalecer o sistema de segurança pública brasileiro.
