Advogados defendem desde o final do ano passado a transferência para prisão domiciliar. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vai analisar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Jair Bolsonaro depois da realização de uma perícia médica no ex-presidente. Bolsonaro está internado há uma semana em um hospital de Brasília com broncopneumonia. Apesar da melhora no quadro de saúde, Bolsonaro segue sem previsão de alta.
Os advogados defendem desde o final do ano passado a transferência para prisão domiciliar. Moraes vai determinar a realização de uma perícia médica depois que o ex-presidente deixar o hospital. A medida já foi adotada outras vezes pelo ministro diante de solicitações da defesa de Bolsonaro.
Nos últimos meses, Alexandre de Moraes rejeitou ao menos quatro pedidos semelhantes. O entendimento do magistrado, corroborado por laudos periciais, é o de que o atendimento médico disponível a Bolsonaro na Papudinha é suficiente e eficaz.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe. O ex-presidente cumpre a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde janeiro. Aliados de Bolsonaro apostam em uma decisão concedendo a prisão domiciliar ao ex-presidente como forma de Moraes tentar aliviar a pressão sobre o tribunal diante da crise do Banco Master.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, reuniu-se nesta semana com Alexandre de Moraes para reforçar o pedido apresentado pelos advogados de Bolsonaro.
Ao visitar Moraes e endossar o apelo ao ministro, Flávio Bolsonaro repetiu o que fizeram, nos últimos meses, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
