Um em cada quatro adultos enfrenta dores nos joelhos ao longo da vida, e o mau uso dos equipamentos em academias desponta como um dos principais fatores para esse quadro. Dados publicados no British Journal of Sports Medicine reforçam que esse tipo de desconforto figura entre as queixas musculoesqueléticas mais frequentes na população geral, exigindo atenção redobrada de quem busca saúde e fortalecimento.
Sinais de alerta durante o exercício
O ortopedista Jonatas Brito, que é professor da Unichristus e pesquisador da Universidade Federal do Ceará, alerta que a sensação de estalos ou crepitação articular durante o treino não deve ser ignorada. Esses ruídos funcionam como um aviso de que a articulação está sob estresse excessivo, podendo indicar desde sobrecarga até processos de desgaste prematuro. O especialista enfatiza que, diante desses sintomas, o acompanhamento médico especializado é indispensável para diagnosticar a causa exata do problema.
Riscos de insistir na dor
Manter a rotina de treinos mesmo sentindo dor é um erro que agrava lesões e acelera o desgaste da cartilagem. Indivíduos com histórico familiar de problemas articulares ou artrose possuem predisposição maior a complicações, o que torna o fortalecimento muscular obrigatório, desde que realizado sob supervisão rigorosa e com ajustes adequados ao perfil de cada praticante.
Estratégias de prevenção e carga
A chave para evitar danos permanentes reside no equilíbrio entre o estímulo muscular e a capacidade de suporte das articulações. Embora o ganho de massa dependa da quebra de fibras musculares, o aumento constante de peso, se feito de forma isolada, torna-se a estratégia mais lesiva para o corpo. Brito orienta que, em vez de focar apenas na elevação das cargas, o ideal é variar os estímulos dos exercícios, permitindo que o músculo evolua sem expor o joelho a riscos desnecessários.
