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Saúde

Saúde mental em idosos: Como cuidar da mente de idosos sob cuidados?

A saúde física é muito citada quando se trata de cuidado com idosos, mas a saúde mental é tão importante quanto e mesmo assim ainda é muito deixada de lado, destaca a especialista em Geriatria e Gerontologia, fundadora da Vivenza Care, Júlia Godoy

Última atualização: 1 de Julho, 2026 1:36
Por
Erre Soares
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3 Min Leia
Reprodução/Freepik)
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Com o aumento da população idosa no Brasil, um tema que ainda recebe pouca atenção se torna cada vez mais importante, a saúde mental na terceira idade. Solidão, isolamento social, perda de autonomia e mudanças cognitivas podem impactar diretamente o bem-estar emocional de idosos, principalmente daqueles que dependem de cuidados contínuos.

De acordo com a especialista em Geriatria e Gerontologia e fundadora da Vivenza Care, Júlia Godoy, o envelhecimento exige uma abordagem que vá além dos cuidados físicos e englobe também atenção à saúde mental do idoso, que a depender das circunstâncias, pode estar bastante fragilizado.

“Muitas vezes a atenção fica concentrada apenas em medicações, alimentação e mobilidade, mas o emocional do idoso também precisa ser acompanhado diariamente. Saúde mental e saúde física caminham juntas”, afirma.

O impacto emocional do envelhecimento
Mudanças na rotina, aposentadoria, perdas familiares e redução da independência podem gerar sentimentos de tristeza, ansiedade e até depressão em idosos. Além disso, o afastamento social tende a agravar ainda mais esses quadros.

“O idoso precisa continuar se sentindo pertencente a um grupo, se sentir ouvido e valorizado. Quando ele perde esses vínculos sociais e a sua autonomia, existe um impacto emocional muito significativo”, explica Júlia Godoy.

Demência e saúde emocional
Alterações cognitivas, como Alzheimer e outras demências, também afetam diretamente o comportamento e o estado emocional. Mudanças de humor, irritabilidade, apatia e confusão mental podem surgir gradualmente, por isso, acompanhamento multidisciplinar e estímulos cognitivos são considerados importantes para preservar qualidade de vida.

“Nesses casos, o cuidado emocional precisa ser ainda mais humanizado. O idoso muitas vezes sente medo, insegurança e frustração ao perceber limitações surgindo”, afirma.

Pequenos estímulos fazem diferença
Conversas frequentes, atividades cognitivas, interação social e manutenção de rotinas podem ajudar significativamente na saúde mental dos idosos.

“A estimulação mental precisa fazer parte do cuidado diário. Ler, ouvir música, conversar, participar de atividades e manter vínculos sociais ajudam muito no funcionamento emocional e cognitivo. Até pequenas atitudes podem reduzir sentimentos de solidão e melhorar autoestima”, destaca Júlia Godoy.

A forma como o cuidado é conduzido impacta diretamente o emocional do idoso. Manter ambientes acolhedores, ter paciência e sempre uma comunicação respeitosa fazem diferença na percepção de segurança e conforto.

“O cuidado humanizado não é apenas auxiliar nas tarefas do dia a dia, é entender a história daquela pessoa, respeitar sua individualidade e preservar sua dignidade. Envelhecer com qualidade envolve corpo, mente e relações sociais, não basta apenas viver mais, é preciso viver com bem-estar emocional também”, conclui Júlia Godoy.

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