Colômbia, Colômbia – O epicentro do desastre na região cafeeira, no oeste colombiano, deixou um rastro de destruição que já contabiliza mais de 224 mortos. O abalo de magnitude 7,4, registrado nesta segunda-feira (10), transformou prédios em escombros e forçou o governo a decretar estado de emergência nacional. Somente na cidade de Cali, o número de vítimas fatais confirmadas já alcança a marca de 85 até o início desta manhã.
Diante do cenário crítico, os países-membros e associados ao Mercosul formalizaram uma nota de solidariedade nesta terça-feira (12). O bloco declarou prontidão absoluta para auxiliar as autoridades locais tanto nas operações de busca e resgate quanto na reconstrução da infraestrutura severamente afetada. A mensagem reforça a necessidade de uma postura coesa diante de catástrofes que atingem a região.
O gesto partiu de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, os estados parte, somados aos estados associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname. Além do apoio logístico oferecido pelo grupo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou publicamente seu pesar pela tragédia que assola o país vizinho.
A escala da destruição trouxe de volta memórias traumáticas. O evento é frequentemente comparado ao tremor ocorrido em 1999, quando mais de 1 mil pessoas perderam a vida na mesma zona geográfica. As proporções do desastre também remetem à recente catástrofe ocorrida em junho, na Venezuela, que vitimou mais de 6,3 mil pessoas.
Enquanto as equipes de socorro trabalham em meio aos destroços, a preocupação central permanece no resgate de possíveis sobreviventes sob os escombros. A rápida mobilização dos vizinhos sul-americanos busca mitigar o impacto de uma das maiores crises enfrentadas pelo país nos últimos anos, oferecendo suporte humano e técnico para enfrentar o luto e a reconstrução das áreas impactadas pelo forte tremor.
