Brasília (DF) – O mercado brasileiro de medicamentos voltados ao tratamento do diabetes tipo 2 ganhou um novo componente. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou o registro do Yluméc, um fármaco que utiliza a semaglutida como princípio ativo. O produto, fabricado pela EMS, integra a mesma classe de agonistas do receptor GLP-1 que já movimenta o setor farmacêutico nacional sob a alcunha de canetas emagrecedoras.
A chegada deste medicamento ocorre em um cenário de mudanças na disponibilidade terapêutica, impulsionadas pelo vencimento da patente do Ozempic, ocorrido em 20 de março. Classificado tecnicamente como um medicamento similar, o Yluméc toma como referência o Ozivy, outra opção à base de semaglutida que a mesma fabricante introduziu no mercado em junho deste ano.
A produção ocorrerá inteiramente em território nacional, centralizada na unidade industrial de peptídeos do complexo da EMS, situada em Hortolândia, no interior de São Paulo. Conforme a regulação publicada no Diário Oficial da União, o fármaco será comercializado em dispositivos injetáveis com duas especificações de volume e dosagem.
O modelo de 1,5 ml foi projetado para oferecer quatro aplicações, variando entre 0,25 mg e 0,5 mg. Já a versão de 3 ml possibilita quatro aplicações com dosagens maiores, de 1 mg ou 2 mg. A diversidade nas concentrações busca atender às diferentes etapas do protocolo de tratamento prescrito pelos médicos.
Embora a autorização regulatória já esteja consolidada, os passos seguintes dependem de decisões internas da empresa. O cronograma de distribuição, a política de preços e o planejamento comercial de lançamento ainda figuram entre as definições estratégicas pendentes. A fabricante destacou que esses detalhes operacionais devem ser detalhados assim que o ciclo de preparo for concluído, marcando a entrada definitiva do produto na rotina de pacientes que buscam o controle glicêmico através dessa tecnologia.
