O cenário das urnas no próximo dia 25 de outubro será atípico em 15 cidades do país. Além da escolha presidencial e, em alguns casos, do governo estadual, os eleitores desses locais terão tarefas extras: decidir o comando de suas prefeituras em eleições suplementares ou definir questões territoriais via plebiscito. A logística eleitoral nessas localidades exige atenção redobrada, já que a sequência de votos na urna eletrônica será estendida.
Sete municípios enfrentam o processo de escolha de novos prefeitos. Em Arroio do Sal (RS), Santana do Itararé (PR), Macedônia (SP), Martinópolis (SP), Narandiba (SP) e Porto da Folha (SE), a cédula digital pedirá primeiro o voto para presidente e, na sequência, o do executivo municipal. A dinâmica é ligeiramente mais complexa em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), onde o eleitor precisará registrar três escolhas: governador, presidente e prefeito, exatamente nesta ordem.
Paralelamente, o direito à consulta popular será exercido em seis cidades do Mato Grosso e do Paraná para resolver disputas de limites geográficos. No Mato Grosso, o debate recai sobre Poxoréu e Primavera do Leste, que votam a transferência do distrito de Nova Poxoréu, além da decisão de Colniza e Cotriguaçu sobre a incorporação das áreas conhecidas como Ilhas de Ocupação, pertencentes ao assentamento Nova Cotriguaçu.
No Paraná, o foco está na Comunidade do Alto Mirim. Os moradores de Chopinzinho e São João decidem se a área deve ser desmembrada do primeiro município para integrar o território do segundo. Nessas consultas, a interface da urna oferecerá as opções “Sim” ou “Não”, correspondentes aos números 1 e 2. O resultado dependerá da maioria simples dos votos válidos, sendo que brancos e nulos são desconsiderados na contagem final. Nesses locais, o eleitor vota primeiro para presidente e depois para o plebiscito.
O segundo turno também define o comando de cinco governos estaduais e do Distrito Federal. A disputa envolve nomes como Mailza Assis (Progressistas) e Alan Rick (Republicanos) no Acre; Omar Aziz (PSD) e Professora Maria Do Carmo (PL) no Amazonas; Celina Leão (Progressistas) e Leandro Grass (PT) no Distrito Federal; Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) no Espírito Santo; Allyson (União) e Cadu De Lula (PT) no Rio Grande do Norte; e Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB) no Tocantins.
Independentemente da natureza do pleito, as seções eleitorais abrirão as portas das 8h às 17h, seguindo rigorosamente o horário de Brasília, mesmo em estados com fuso horário distinto. A regra permanece clara para os faltosos do primeiro turno: a ausência anterior não impede o exercício do voto agora. Quem está regular com a Justiça Eleitoral pode comparecer às urnas normalmente.
