Três Rios (RJ) – O domingo de votação (25) no Rio de Janeiro foi marcado por uma série de irregularidades que exigiram intervenção direta das autoridades eleitorais. Em Três Rios, um subtenente da Polícia Militar acabou detido dentro da cabine de votação. O agente tentava fotografar o próprio voto, procedimento proibido pela legislação, e trazia consigo a quantia de R$ 114. Para a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o episódio foi a prova material de uma transação ilícita de escolha eleitoral.
O flagrante não foi um evento isolado no cenário fluminense. Ao todo, cinco ocorrências foram contabilizadas pelas forças de segurança ao longo do dia. Em um dos casos mais notórios, uma fiscal do Partido Liberal (PL) foi presa na região do Largo do Machado, no Rio de Janeiro, sob a acusação de realizar boca de urna. Após a detenção, ela foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal para os procedimentos cabíveis.
A logística de transporte também apresentou gargalos significativos. Em São Gonçalo, na região metropolitana, o sistema de ônibus enfrentou uma paralisia que desafiou as determinações judiciais vigentes para o dia da eleição. A resposta do Judiciário foi imediata: o presidente do TRE-RJ estabeleceu uma multa horária de R$ 500 mil caso as empresas não normalizassem o serviço. Sob a ameaça da sanção financeira, a circulação dos coletivos foi restabelecida ainda durante o período da manhã.
Do ponto de vista técnico, o processo eleitoral no estado operou dentro de uma margem de estabilidade. Cerca de 150 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas em todo o território fluminense devido a falhas operacionais, o que representa apenas 0,4% do contingente total de equipamentos utilizados no pleito.
O dia também foi marcado por uma tragédia em Maricá. Enquanto aguardava na fila para exercer o seu direito de voto, um eleitor idoso sofreu um infarto fulminante. Apesar das tentativas de socorro, ele não resistiu e veio a falecer no local. O incidente foi prontamente reportado pelo tribunal como uma fatalidade registrada durante o processo de votação.
