Brasília (DF) – O Governo do Distrito Federal oficializou nesta quinta-feira, dia 5, uma solicitação urgente junto ao Supremo Tribunal Federal. O objetivo é a transferência imediata de R$ 2,2 bilhões, montante atualmente bloqueado judicialmente das contas de Henrique Vorcaro, para os cofres do Banco de Brasília. O valor está retido em decorrência das investigações da Operação Compliance Zero, que desdobra o chamado caso Master.
Henrique Vorcaro, que cumpre prisão preventiva desde maio deste ano, figura como um dos principais alvos do inquérito que apura irregularidades envolvendo o banco Master. A petição, articulada pela procuradoria-geral do Distrito Federal, baseia-se no fato de o governo local figurar como acionista controlador da instituição financeira. Segundo a argumentação jurídica apresentada, o erário tem sido o responsável por absorver o impacto financeiro das operações ilícitas que ligaram o banco Master ao BRB.
A narrativa do GDF sustenta que o prejuízo não é apenas abstrato, mas atinge diretamente as finanças públicas. A petição detalha que a participação acionária do Estado sofreu depreciação direta, somada à redução na distribuição de dividendos e resultados operacionais que deveriam ser destinados ao tesouro local. Existe, ainda, a preocupação latente com a necessidade de eventuais aportes extras para assegurar a saúde patrimonial da instituição, caso a situação se deteriore.
Para o Executivo distrital, a retenção desses valores em contas bloqueadas pela Justiça, enquanto o banco público amarga as consequências das fraudes apuradas, configura um desequilíbrio que precisa ser corrigido via transferência imediata para recompor o capital afetado.
O documento foi protocolado diretamente no gabinete do ministro Edson Fachin, presidente do STF e relator temporário dos processos que envolvem o caso Master. O magistrado tem agora a responsabilidade de decidir sobre a destinação cautelar desses bilhões, embora não exista uma previsão de data para que o veredito seja proferido. Enquanto isso, o processo permanece sob o escrutínio das instâncias superiores, mantendo o impasse sobre o destino final dos recursos vinculados a Vorcaro.
