A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta sexta-feira, dia 8, a programação da Virada Cultural 2026, que ocupará a capital paulista com 24 horas ininterruptas de eventos nos dias 23 e 24 de maio. A expectativa das autoridades é reunir 4,8 milhões de pessoas em torno de 1,2 mil atrações, distribuídas em 21 palcos espalhados por diversos pontos da metrópole.
Destaques da programação
A Avenida Paulista servirá como um dos eixos centrais do festival, concentrando 120 atividades em 14 espaços culturais. Entre eles, o MASP permanecerá com suas portas abertas durante todo o período do evento. O line-up contará com nomes como Seu Jorge, Alexandre Pires, Marina Sena, Manu Chao, Joelma e Gaby Amarantos, além de uma apresentação especial que reunirá o maestro João Carlos Martins e a escola de samba Mocidade Alegre.
A edição deste ano marca a estreia do K-pop na Virada Cultural com a presença do grupo 1VERSE, uma formação multicultural composta por artistas da Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. Ao todo, a programação será realizada em mais de 100 espaços culturais, promovendo uma ampla descentralização das atividades artísticas pela cidade.
Acessibilidade e segurança
O compromisso com a inclusão é um dos pilares desta edição. Todos os palcos contarão com áreas reservadas para pessoas com deficiência, banheiros acessíveis e suporte de Libras e audiodescrição. O evento oferecerá ainda mais de 50 sessões de cinema adaptadas para o público com Transtorno do Espectro Autista, além de tecnologias específicas para o atendimento à população surda.
Para garantir a tranquilidade dos participantes, a Prefeitura mobilizará nove mil agentes de segurança, contando com o monitoramento em tempo real de 50 mil câmeras instaladas nos locais de maior concentração. A logística de transporte será reforçada, com 1,1 mil linhas de ônibus operando para atender a demanda do público durante as 24 horas de festa.
Impacto econômico
Além do valor cultural, a Virada projeta um forte impacto financeiro para a capital. A estimativa oficial aponta para a geração de mais de 20 mil empregos diretos e indiretos, com uma movimentação superior a R$ 500 milhões na economia paulistana, consolidando o festival como um dos motores turísticos e econômicos mais relevantes do calendário oficial da cidade.
